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(☢️ Análise com Spoilers)

Resident Evil Requiem (ou Resident Evil 9, para aqueles que gostam da contagem numérica) foi um jogo que não apenas supriu todas as minhas expectativas - que já eram extremamente altas - como as elevou a um novo patamar. A gameplay com a Grace transmite uma sensação de medo, terror psicológico, abandono e luto; um desconforto que a franquia carecia em títulos recentes, mas que era a alma dos clássicos. Sentir o medo na respiração, a ansiedade ao empunhar uma arma e o desespero de ser uma analista do FBI em um local hostil e desconhecido foi mostrado de maneira categórica. Não há margens para dúvidas: jogar com a Grace é estar mergulhado em um cenário de puro terror. A campanha dela era exatamente o que a franquia precisava para se redimir de erros passados, como em RE6 e RE8, provando que o jogo pode sim ter ação, desde que mantenha uma história coesa e uma atmosfera de suspense constante.

Somado a isso, a gameplay com o Leon foi o suprassumo da satisfação. Vemos aqui um personagem mais maduro e experiente, tomado por uma sede de pôr fim aos últimos resquícios da Umbrella. Jogar com ele dissipa o terror sentido com a Grace, o que é natural, pois estamos falando de um soldado treinado que está em combate desde 1998, somando 28 anos de experiência em campo. A campanha do Leon deixa claro que o foco é a ação e é justamente aí que reside o prazer de Resident Evil Requiem: há um equilíbrio sóbrio e bem balanceado entre o terror de Grace e a competência de Leon. Enquanto a jornada dela pesa para os sustos e a sensação de impotência diante dos inimigos, a dele traz a segurança de um homem que sabe exatamente o que está fazendo.

Sobre a história, Requiem acertou em cheio ao abordar os traumas passados de ambos os protagonistas. Grace precisou revisitar os medos e gatilhos do hotel onde, oito anos antes, sua mãe foi brutalmente assassinada por possuir um segredo que mudaria sua vida. Leon, por outro lado, precisou enfrentar o peso de retornar a Raccoon City, o epicentro de toda a sua trajetória. Ambos lutam contra o mesmo inimigo, mas carregam bagagens distintas. A Capcom apostou em uma de suas fórmulas mais antigas - onde alguém experiente protege alguém mais frágil, criando um vínculo genuíno - Quantas vezes já não vimos isso? Claire com a Sherry, Barry com a Natalia, Claire com a Moira, Leon com a Ashley e, agora, Grace com a Emily. E deixa eu dizer… que fórmula etérea. Emily é, sem dúvida, a personagem secundária mais cativante e triste do jogo. O apego a ela é imediato, tornando a cena de sua "morte" inexplicável. A forma crua como ela se transforma e é abatida pelo tesudo do Leon traz uma imagem real do que é viver em um universo de armas biológicas.

Ao fim do jogo, quando descobrimos que era possível salvá-la com o antiviral produzido por Oswell E. Spencer, a narrativa nos devolve uma esperança que parecia perdida. Esse momento não funciona apenas como um recurso de roteiro, mas como uma recompensa emocional para o jogador. Emily deixa de ser apenas uma vítima para se tornar um símbolo de que, mesmo em um mundo marcado por tragédias, ainda há espaço para redenção e para a preservação da humanidade. Além disso, Grace para de ser a garota que sente culpa pelos seus erros do passado e torna-se a nova tutora e cuidadora da Emily, exteriorizando o seu arco final de evolução como personagem.

No quesito fanservice, RE9 está repleto de referências: a RPD foi um presente para os fãs veteranos, assim como o retorno de Sherry, as cartas de Barry e Jill, "Rebecca, Recruta, Radiante", o Mr. Charlie, o clássico Tofu, as aparições de Mr. X, as citações a Nemesis e a aparição dos Lickers. A Capcom soube exatamente onde tocar no coração dos fãs.

Toda essa imersão não seria possível sem o trabalho impecável de dublagem, que deu alma e profundidade a cada diálogo; fica aqui os meus parabéns ao Felipe Grinnan, Stephany Custodi, Armando Tiraboschi, Marina Mafra e todos os dubladores envolvidos por entregarem performances tão viscerais e emocionantes.

Por fim, resident Evil Requiem encerra nos deixando teorias intrigantes: se todos aqueles que estavam em Raccoon City no ano de 1998 estão contaminados com a cepa dormente do T-Vírus, como a Ada Wong, Claire Redfield, Jill Valentine, Hunk e outros personagens tão marcantes para a saga estão hoje em dia? Se a cura para a Cepa encontra-se abaixo da cidade, nas instalações ARK, é muito improvável que esses personagens tenham conseguido a cura por conta própria. Possivelmente teríamos a Ada, Claire e a Jill de volta em um próximo jogo? Espero que sim.


Feedback: 10/10
Featured Artwork Showcase
Requiem
5 1
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Tlou 1
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༒•Athøs•༒ 2 Apr @ 11:14am 
Supercop :happy_yeti:
vampirehollie 28 Mar @ 5:11pm 
sim eu sou ela
76561199802184611 28 Mar @ 4:55pm 
Essa é a conta da steam da Jennie?
༒•Athøs•༒ 23 Mar @ 10:55am 
Ah tá, tá escrito aqui ó: “Alergênico informando: contém leite” ⚠️
Então tem leite. 🥛
Então é um Monster COM leite 🥤🥛...
E TEM O QUÊ???!!! 🤨😳
Aí interessante hein 👀
OOOOOITO GRAMAS de proteína 💪
Olha só que looouco, cara 🤯
Parece um café com leite ☕🥛 você olhando aqui... né?
Vamo vê. 👀
Hmm... cheiro é ótimo 😌👌
Mas no FINALZINHOOOO vem um NEGOCINHOOOO 🤏😬
fefa࿐ 22 Mar @ 7:16am 
 ☆ * .  ☆    
  . ∧_∧ ∩ * ☆
* ☆ ( ◠︎▿◠︎)/ /
 . ⊂  ノ* ☆
☆ * (つ ノ . ☆
   (ノ   ☆
 ☆  ☆
76561199807431224 20 Mar @ 8:25am 
。゚゚・。・゚゚。
゚。ʟɪᴠᴇ, ʟᴀᴜɢʜ, ʟᴏᴠᴇ ʀᴇꜱɪᴅᴇɴᴛ ᴇᴠɪʟ

Feliz aniversário, Zé Lorinha de Resident Evil ☂︎