LeoRgz
Leonardo Rafael
Sao Paulo, Sao Paulo, Brazil
Para aqueles que quiserem me adicionar como amigo, por favor mandem uma mensagem se apresentando. Por exemplo: Curto os mesmos jogos que você, ou adorei suas screenshots, ou curti suas resenhas. Se você quiser ser meu amigo mas não se apresentar, vou ignorar veementemente seu pedido de amizade.
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DETONANDO JOGOS DESDE 1994
Bem vindo a pagina leomaníaca do LeoRgz. Aqui temos jogos a rodo, screenshots em excesso, resenhas de coração e muito bom humor.
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EU DOU A MINHA VIDA, NÃO POR HONRA, MAS POR VOCÊ

Finalizado em 43h, mas é possível terminar o jogo em cerca de 5h se pular as cinemáticas.

Sendo a terceira instância da franquia original e o primeiro a ser modernizado para plataformas contemporâneas, Metal Gear Δ: Snake Eater conta a história da primeira missão do Snake original em 1964, no auge da Guerra Fria.

Ele deve se infiltrar em território soviético e exfiltrar Sokolov, um cientista russo de foguetes que está desenvolvendo uma nova arma capaz de disparar ogivas nucleares de qualquer lugar do mundo — uma espécie de "Metal Gear".

A infiltração e o contato com Sokolov são bem-sucedidos, mas ao se dirigir ao ponto de extração, Naked Snake é surpreendido por sua antiga mestra, a mãe das operações especiais modernas e detentora do título supremo de comando militar, The Boss. Ela está desertando para a União Soviética e foi recepcionar Snake pessoalmente. O confronto com The Boss é rápido e punitivo. Snake termina todo quebrado, mas vivo.

Uma semana depois, recuperado, Snake é reenviado para o mesmo lugar, ainda com a missão de exfiltrar Sokolov. Agora, porém, ele também deve conter a ameaça à supremacia tecnológica norte-americana e provar a boa-fé dos Estados Unidos em relação à União Soviética, matando The Boss, considerada terrorista.

Enredado nessa teia de complôs políticos, traições e espionagem, Snake deve se adaptar, descobrir a verdade e vencer a mulher que lhe ensinou tudo o que sabe. — "O que vai ser, Jack? Lealdade ao seu país? Ou lealdade a mim?" — Uma pergunta perniciosa e difícil de responder.

Partindo da versão remasterizada em HD lançada originalmente em 2011, Metal Gear Δ: Snake Eater segue a estrutura original do jogo com alguns acréscimos que melhoram a dinâmica, mas também alteram um pouco a experiência.

Reconstruído dentro da Unreal Engine 5, o visual está deslumbrante. As florestas são luxuriantes, densas, com efeitos de iluminação de cair o queixo. A riqueza de detalhes é excepcional. Seja na textura dos cenários, seja na representação dos animais, a sensação é a mesma que causou impacto ao jogar o original há 20 anos, mas agora com uma beleza ímpar.

É um pena que essa beleza toda cobra um preço alto de máquinas mais humildes. O jogo mal cabe em 8gb de VRAM e o modo mínimo desliga muito dos efeitos que sustetam toda sua beleza. Minha solução foi usar o OpticScaler para entrar com o FSR4 INT8 no lugar do DLSS em modo equilibrado com o preset no médio, que retém todos os efeitos com resolução mais baixa.

A mecânica também segue a tradicional, mas com acréscimos que tornam o ritmo menos cansativo. Snake Eater foi o primeiro jogo na franquia a introduzir o conceito de que Snake deve se alimentar para recuperar sua resistência. Essa mecânica é um prato cheio para jogadores intrépidos que querem encontrar tudo o que é comestível no jogo. A variedade é grande: cobras, sapos, cogumelos e... outras coisas que uma pessoa em sã consciência não colocaria na boca.

Essa é a primeira vez que vemos também a mecânica de cura detalhada, onde a barra de vida de Snake tem sua recuperação limitada pela extensão do dano recebido. Cada lesão — cortes, perfurações de bala, queimaduras e ossos quebrados — possui um conjunto específico de itens que deve ser utilizado para acelerar o processo de recuperação. Hoje isso parece básico, mas na época foi revolucionário e segue sendo divertido, apesar de ser ignorável em dificuldades abaixo da difícil.

Também temos o conceito de camuflagem, que possui um percentual que mostra o quão integrado Snake está ao ambiente, baseado no que veste e em como seu rosto está pintado. Essa mecânica foi modernizada de forma eficiente. Antigamente, para extrair o máximo do sistema, era preciso entrar constantemente no menu e trocar a camuflagem manualmente. Agora, na versão Delta, o jogador realiza essa ação apenas uma vez e depois acessa suas combinações favoritas por um atalho no direcional para cima.

E por último, o melhor acréscimo feito à mecânica do jogo é a possibilidade de Snake se deslocar agachado. Isso acelera demais o ritmo. Originalmente, ou Snake se arrastava ou corria de pé. Em áreas com muitos inimigos, se suas posições não fossem decoradas, a melhor forma era se arrastar de ponta a ponta. Eu passava praticamente o jogo inteiro com a barriga colada no chão. Agora, com o agachamento, é possível se deslocar de forma mais precisa, ignorando apenas de 20 a 40% do índice de camuflagem, o que, a certa distância, não faz diferença para o inimigo na dificuldade normal.

De resto, o jogo segue sendo uma recriação quase fiel ao original. As linhas de voz foram remasterizadas, com alguns diálogos regravados para atualizar fatos. Os chefes continuam com suas bizarrices tradicionais da série — inclusive ainda é possível derrotar The End salvando o jogo no início da luta e voltando uma semana depois. Até o pesadelo de Snake, que existia na versão Subsistence e foi removido da versão HD, foi recriado em um novo formato muito legal. O jogador tem liberdade de experimentar diversos métodos que muitas vezes não são óbvios, mas dão resultados.

Também é possível jogar na experiência clássica, com aquele filtro amarelo horrível que todos os jogos usavam entre os anos 2000 e 2015, e com a perspectiva original da série, com ângulos de câmera travados em posições predefinidas, controles clássicos e mira automática.

Agora, duas alterações que percebi e me desagradaram — mas não tenho certeza se foi por conta do modo de jogo que escolhi:
-1ª. Removeram as pegadas que The End deixava em solo molhado. Ao mesmo tempo que aumentou o desafio, tornou a caça mais demorada. Levei quase 3h para conseguir rendê-lo três vezes, pegar sua camuflagem e derrotá-lo por resistência para pegar sua sniper. Me cansou bastante.
-2ª. No momento em que Snake sobe a escada para as montanhas, o jogador tinha que remover equipamentos e alimentar Snake para que ele conseguisse chegar ao topo sem se cansar. No meu jogo, a barra de resistência nem se mexeu. Quebrou um pouco minha imersão.

Metal Gear Δ: Snake Eater mantém a essência do clássico, mas com melhorias técnicas e mecânicas que modernizam a experiência. O jogo preserva a narrativa intensa de espionagem e ambiguidades morais, enquanto a Unreal Engine 5 entrega visuais impressionantes se o jogador estiver disposta a sacrificar resolução e fluidez em máquinas de entrada. Os sistemas de camuflagem, cura e movimentação refinados torna a experiência mais ágil e, apesar de alguns detalhes alterados que afetaram a imersão, a recriação é fiel e um prato cheio para novos recrutas e mebros veteranos FOXHOUND.

10/10 na escala leomaníaca porque a minha lealdade pertence à The Boss.
Review Showcase
QUANDO O MARGINALIZADO SE REBELA CONTRA O OPRESSOR

Finalizado em 13h

Eriksholme, The Stolen Dream foi uma dessas surpresas que se descobre por acidente. Fui atraído pelo conceito visual do período da Revolução Industrial — meio steampunk, mas ancorado mais na realidade do que na ficção. Permaneci pela jogabilidade e pela ideia, que muito me agradaram.

O jogo começa com Hanna, nossa heroína, acordando recuperada de uma aparente doença fatal cuja probabilidade de sobrevivência era próxima de zero. Seu irmão, Herman, fica visivelmente feliz ao vê-la despertar. Após um momento de carinho entre irmãos, Herman sai para trabalhar e Hanna prossegue em repouso para recuperar suas forças. O dia passa, a noite cai e nada de Herman retornar.
Na manhã seguinte, bem cedo, o chefe de polícia bate à porta de Hanna, querendo esclarecer alguns acontecimentos da noite anterior — dos quais, claro, ela nada sabe.
Acostumada a sobreviver nas ruas, Hanna escapa por entre os dedos do chefe de polícia, desencadeando uma perseguição ostensiva e meticulosa por todo o distrito. Agora, Hanna deve buscar a ajuda de velhos conhecidos para escapar, descobrir em que tipo de enrascada seu irmão se meteu e influenciar relações diplomáticas sensíveis.

Eriksholme, The Stolen Dream não é uma obra-prima, mas é um jogo sólido e bastante divertido. Sua mecânica é isométrica, com panorama de 360 graus. A proposta é ser um RTS fortemente inspirado em Commandos: Behind Enemy Lines e Desperados, mas com uma abordagem mais simples e engenhosa. A furtividade é soberana no estilo de jogo.

O controle é prático e intuitivo. O jogador pode escolher entre controle ou teclado e mouse. Independentemente da escolha, o jogo é preciso e confortável. Mesmo ao controlar três personagens, a proposta de simplicidade permanece firme, com poucos comandos e troca ágil entre eles.

Os cenários são ricamente detalhados e muito bonitos, com enigmas e caminhos pensados para explorar as habilidades dos três personagens de forma cooperativa entre eles. Existem alguns segredos colecionáveis aqui e ali, mas nada difícil de encontrar — basta curiosidade em explorar.

O design dos níveis é inteligente. Alguns exigem observação, outros noção espacial, mas todos são projetados para se desenvolverem em ritmo agradável. O equilíbrio entre desafio e frustração está na medida certa, exigindo em média 1h por nível para jogadores casuais. Não houve nenhum momento em que me senti frustrado ou entediado pelo ritmo do jogo.

Os enigmas não são difíceis de solucionar e possuem bases lógicas bem estabelecidas. Alguns exigem mais estudo ou agilidade na troca entre personagens, mas nenhum depende de sorte. Com paciência, é possível identificar rapidamente a melhor forma de usar cada habilidade especial e vencer o desafio. Senti particular satisfação ao atravessar áreas cheias de inimigos sem ser percebido ou ao nocauteá-los de forma sistemática sem ser descoberto.

A história começa com um mistério instigante e impulsiona o jogador pela curiosidade. Ser o protagonista sem saber por que está fugindo é bastante estimulante. As amizades e desafios que Hanna encontra pelo caminho vão esclarecendo pontos da trama, revelando detalhes sobre seu passado e amadurecendo a personagem, até que ela se torna parte importante do futuro de toda uma nação.

Com um visual inspirado na Europa durante a invenção de motores a vapor, Eriksholme, The Stolen Dream entrega uma experiência sólida e envolvente, combinando furtividade inteligente, cenários detalhados e uma narrativa instigante. Apesar de não ser uma obra-prima, o jogo conquista pelo equilíbrio entre desafio e diversão, pela simplicidade dos controles e pelo mistério que impulsiona a jornada de Hanna. É uma aventura que prende pela curiosidade e recompensa pela estratégia, tornando-se uma grata surpresa para quem aprecia RTS com foco em furtividade e história bem construída.

10/10 na escala leomaníaca por ser um jogo sem medo de ser simples e direto.
Artwork Showcase
Coleção Ubi - Assassin's Creed Shadows.
1
Screenshot Showcase
The Matrix - Path of Neo
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Awards Showcase
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Video Showcase
Little Big Adventure - Twinsen's Quest - Toto Achivement
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5 Jun @ 8:04pm 
Metal Gear Solid Δ: Snake Eater terminado em 05/05/2026:MGS_DELTA_FOX:
5 Jun @ 9:32am 
Eriksholme: The Stolen Dream terminado 03/06/2026:coolstar2022:
30 Apr @ 7:49pm 
Legacy of Kain: Ascendance terminado em 30/04/2026:kainmad:
13 Apr @ 7:43pm 
God of War Raganrök terminado em 13/04/2026:mimir_shock:
2 Apr @ 11:45am 
Legacy of Kain: Defiance Remastered terminado em 01/04/2026:soulreaver: