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8.7 hrs on record
Introdução

Left 4 Dead 2, uma sequência do aclamado jogo de sobrevivência cooperativa, merece ser elogiado por sua adição de campanhas e personagens do jogo original. A possibilidade de reviver as emocionantes experiências do primeiro título, agora com novos desafios e cenários, é uma verdadeira festa para os fãs. Com um arsenal expandido e um elenco de personagens ainda mais carismáticos, o jogo promete levar os jogadores a uma nova jornada no mundo apocalíptico dos zumbis.

Jogabilidade

A emoção do sistema Director em Left 4 Dead 2 é algo que não pode ser ignorado. A imprevisibilidade das hordas de zumbis e a adaptação dinâmica do jogo às ações dos jogadores criam uma experiência intensa e empolgante. No entanto, devo admitir que a adição de um grande número de armas acabou deixando a jogabilidade um tanto complexa para o meu gosto. Ainda assim, vale ressaltar a presença dos novos zumbis especiais, que adicionam um desafio extra ao jogo e exigem uma maior coordenação em equipe para derrotá-los.

Imagem

Left 4 Dead 2 continua impressionando visualmente, mesmo após tantos anos. A última grande atualização trouxe modelos novos que elevaram o jogo a um novo patamar de qualidade visual. Os detalhes nos modelos dos personagens, a complexidade das camadas de textura e os efeitos realistas de dano nos zumbis contribuem para uma imersão impressionante. A atenção aos detalhes e a qualidade gráfica do jogo são dignas de elogio.

Som

A trilha sonora e os efeitos sonoros de Left 4 Dead 2 são essenciais para criar o clima de tensão e desespero que permeia o jogo. As músicas envolventes acompanham perfeitamente a ação, aumentando a adrenalina dos jogadores enquanto enfrentam as hordas de zumbis sedentos por carne. Além disso, os sons ambientes, como o uivo dos ventos ou os sussurros distantes dos infectados, contribuem para a imersão e a criação de uma atmosfera opressiva.

Em suma...

Left 4 Dead 2 é um jogo que merece ser celebrado por sua continuação emocionante e desafiadora. No entanto, pessoalmente, ainda prefiro a simplicidade do primeiro título. Embora a adição de armas e novos elementos tenha ampliado as possibilidades de jogo, sinto falta da jogabilidade mais direta e focada do jogo original. No entanto, isso não diminui o fato de que Left 4 Dead 2 é uma experiência intensa e memorável. Gostaria de ver mais jogos de cooperação survival recebendo o mesmo destaque, como o incrível Vermintide.

Nota
☆☆☆☆☆
Posted 26 November, 2021. Last edited 27 May, 2023.
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4.0 hrs on record (3.5 hrs at review time)
Introdução

Temos aqui um jogo com uma história de origem muito interessante, já que ele é umas das primeiras, se não for a primeira, grande adaptação, embora desconhecida, de um livro para um videojogo (sim, eu costumo me refirir a videogames como videojogos, eu sou meio arcaico hehehe~).

Publicado originalmente em 1987 para o MSX pela Opera Soft, La Abadía del Crimen é um jogo de investigação desenvolvido pelos espanhóis Paco Menéndez e Juan Delcán, como uma adaptação do romance de Umberto Eco, "Il Nome Della Rosa" ("O Nome da Rosa" em português).

A trama gira em torno do frade William e de seu ajudante, o noviço Adso, enviados para uma abadia para investigar uma série de assassinatos misteriosos. Num cenário medieval de medos, crenças e perseguições, o jogador deve controlar ambos em sua busca, ao mesmo tempo que deve obedecer as regras da Abadia.

Jogabilidade

Temos aqui um jogo com todos os elementos do gênero Point-and-Click, exceto.... Exceto a parte de apontar e clicar, hehe. Os personagens são movidos por toda a abadia em cenários isométricos, onde devem conversar com os demais personagens, coletar itens, explorar, enquanto avança na trama. Seu grande diferencial se dá pelos elementos religiosos utilizados. Como o Abade impõe no começo da aventura, há um conjunto de regras que devem ser obedecidas (ou contornadas, não é?). Horários de refeição e orações devem ser respeitados, cujo estado dá-se pela barra no canto da tela chamada "Obsequium" (Obediência, em latim). Atrasos e descumprimentos de horários farão a barra esvaziar lentamente, e caso ela seja completamente perdida é Fim de Jogo. Além disso, não é permitido deixar o dormitório à noite (horário onde as coisas ficam mais interessantes...), sendo assim, ser pego pelo Abade durante um passeio noturno aplicará Fim de Jogo automaticamente.

A versão Extensum facilita um pouco as coisas ao adicionar um ícone que indica quando o Abade está ou não em seu dormitório. Além disso, outras melhorias na jogabilidade como uma câmera de eventos foram adicionadas.
A trama é profunda e muito bem elaborada, e consegue facilmente prender amantes deste estilo de literatura.

Vale também apontar que o game foi originalmente desenvolvido para o Amstrad CPC 6128 8 Bit, e depois portado não apenas para o MSX, mas, também para ZX Spectrum, PC, CPC 464 e muito após até mesmo para GBA.

Imagem

O original do MSX foi capaz de apresentar um belíssimo visual nas mãos de Juan Delcán, porém, com uma paleta de cores mínima e confusa, dadas as limitações da época. Extensum não só corrige isso, como transforma tudo numa obra de arte. Só pela imagem é difícil acreditar que este jogo é realmente gratuito (e tão desconhecido). Uma pixel arte rica e detalhada se apresenta ao jogador com detalhes em todos os cantos. Desde os dormitórios até a biblioteca, a cozinha, o refeitório... Horta, cemitério, a enorme Igreja... tudo é rico em detalhes, desde a retratação da arquitetura medieval até os objetos, plantas... Coisas simples, como canecas e outros utensílios na cozinha, ou as diferentes e desgastadas lápides do cemitério, assim como os personagens. Tudo neste jogo possui um traço belo e caprichado, cenários ricos e cores vivas e leves, se adequando perfeitamente não só com o tema como também com a passagem das horas durante o jogo.

Som

A versão original já trazia admiráveis adaptações de "Minuet in G major" e da sonata para flauta "BWV 1033", de Bach, e também "Crystal Palace", de Gwendal. Trazia ainda exclusivamente "Ave Maria", de Schubert, tocando sempre que o jogador entrava na Igreja.

Seu remake se aprofunda não apenas em melodias com maior qualidade de reprodução como também trás sons ambientes confortáveis e envolventes, que conseguem enfatizar e estabelecer ainda mais o jogador no clima da trama.

Em suma...

"La Abadía del Crimen", ou, "The Abbey of Crime Extensum", é uma verdadeira joia desconhecida no mundo dos videojogos. Uma investigação profunda e instigante, um jogo difícil e que exige paciência, mas, que ao mesmo tempo passa uma enorme sensação de satisfação e superação à cada dia concluído na aventura. Para amantes do gênero é altamente recomendado, mas, para iniciantes nele pode ser um pouco hostil, com itens e objetos um tanto complicados de serem revelados. Em todo caso, um belíssimo e grandioso jogo, que sobreviveu ao tempo graças ao carinho de verdadeiros fãs e hoje está de pé, repaginado e aguardando por velhos e novos apreciadores.

Nota

☆☆☆☆

Análise publicada originalmente em: https://oficialpaginavirada.blogspot.com/2018/10/la-abadia-del-crimen.html
Posted 23 October, 2018. Last edited 23 October, 2018.
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11.1 hrs on record (10.6 hrs at review time)
Introdução

Guacamelee! STCE é a versão definitiva de "Guacamelee", trazendo ajustes, novas fases e chefe e alguns elementos da jogabilidade. Trata-se de um Metroidvania com elementos de beat 'em up tendo o folclore mexicano como tema. Nele controlamos Juan, um aldeão que sonhava em ser um luchador, que é morto pelo vilão Carlos Calaca, um esqueleto que deseja usar a filha de El Presidente num ritual que fundirá os mundos dos vivos e dos mortos, para que ele governe sobre todos. No mundos dos mortos, Juan é escolhido pela máscara de um lendário luchador e retorna para enfrentar Carlos...


Jogabilidade

Guacamelee! STCE funciona como todo metroidvania. Um jogo 2D de plataforma com um vasto mundo aberto cujas "fases"desbloqueiam à medida que o jogador adquire as habilidades necessárias para alcançar novas localidades, como pulo duplo, escalada e até voo. Seu grande diferencial se dá pelo sistema de combate, um puro beat 'em up cheio de golpes e combos incrivelmente divertido com movimentos típicos de lucha libre. Um poder que permite transitar entre os dois mundos cria um fator chave no jogo e em seu sistema de transição entre as fases e solução de puzzles e missões. Há ainda o medidor "muy macho", uma espécie de modo berseker e uma das novidades desta versão do jogo.
Guacamelee! STCE pode ainda ser jogado por até 4 players, e possui uma variedade grande de skins que conferem habilidades aos personagens (Juan e Tostada), além de suporte para as skins criadas na Oficina Steam.
Seus pontos fracos, são dois. O primeiro, o jogo é muito curto, podendo ser facilmente concluído em menos de 10 horas.
E o segundo, a forma como se apresentam os bloqueios de caminho do mapa. 90% deles se resumem a pedras coloridas que só podem ser quebradas por uma habilidade de mesma cor. Isso tira um bocado do desafio, pois, ao invés de precisar descobrir como passar, qual habilidade nova irá permitir que você prossiga, a informação está lá desde o começo.

Visual

A arte de Guacamelee! STCE é simplesmente fantástica. Sprites grandes, coloridos e muito bem animados, uma arte que combina o estilo cartunesco dos anos 2000 com a própria arte mexicana e aqui um destaque para este elemento. Os cenários, os NPCs, inimigos e todo o mais são cultura mexicana pura. A ambientação é perfeita, bela. Vilarejos, templos antigos, e até mesmo uma ilha de bonecas estão presentes. O jogo ainda faz inúmeras referências a jogos famosos nos diversos cartazes espalhados pelo seu mundo.

Som

O grande destaque sonoro vai completamente a trilha sonora, que assim como o visual, encorpora perfeitamente o folclore e a cultura mexicana. Música tradicional do México, e muito bem reproduzida, com uma versão normal e uma versão "Mundo de los Muertos" para cada faixa. Para quem aprecia folk, vale MUITO a pena comprar a trilha sonora do jogo.

Em suma...

Guacamelee! Super Turbo Championship Edition é um jogo demasiado divertido. Um metroidvania muito bem construído com um sistema de combate divertido e empolgante. Desafiador na medidade certa, com personagens carismáticos e um conteúdo robusto de cultura e folclore mexicano. A falta de criatividade nos bloqueios de caminho do jogo pode ser algo negativo, mas, não ofusca o brilho desta obra, ela apenas poderia ser ainda melhor. Seu único problema mesmo é ser curto, mas, o elemento multiplayer e o desejo de completar o 100% do jogo podem manter aceso o desejo de um replay.


NOTA
✫✫✫✫
Posted 2 January, 2018. Last edited 1 July, 2019.
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29.9 hrs on record (29.8 hrs at review time)
Introdução

Age of Mythology ou simplesmente "AOM" é um spin off da famosa franquia de RTS Age of Empires. Sua grande diferença é que, aqui, está presente todo o conteúdo mitológico (como o título já diz) dos povos que compõem o jogo. Deuses, monstros, heróis... Além de poderes e habilidades especiais.

Jogabilidade

AOM funciona basicamente como qualquer BOM RTS. Escolha seu povo, crie e gerencie unidades, construções e formas de se obter recursos, proteja seu território e ataque seus inimigos. Seu diferencial está na mitologia, que trás deuses para seu povo adorar e receber unidades místicas especiais, upgrades e e "ataques especiais", como Zeus, que lhe concede um raio que aniquila instantaneamente o seu alvo.
O jogo possui ainda campanhas singleplayer excelentes, ricas em estória, divertidas e dubladas em português, além de várias formas de jogo multiplayer e um editor de mapas. A Oficina Steam expande ainda mais as possibilidades e o torna um jogo com uma vida útil gigantesca.

Visual

AOM é um jogo antigo, e como tal, seu visual está ultrapassado comparado com obras atuais, mesmo nesta versão Steam. Ainda assim, os modelos 3D são belos e muito detalhados, as texturas são confortáveis e claras, e os bonecos muito bem animados e de movimentação fluídas. Os efeitos visuais de luz, magias, etc, são simples, mas, cumprem muito bem o seu papel. Não há nada de espetacular ou especial nos aspectos visuais, porém, eles funcionam perfeitamente bem. É um jogo bonito, muito bonito e agradável aos olhos.

Som

O som de AOM é muito limpo. Trilha sonora épica e temática para cada civilização, trazendo músicas muito bacanas e que não enjoam nenhum pouco de se ouvir. As vozes, sons de ferramentas, animais, os efeitos de batalha, que envolvem fogo, metal se chocando, etc, são todos fantásticos e criam uma atmosfera intensa em torno do jogador.

Em suma...

Age of Mythology é um jogo que envelheceu absurdamente bem e até hoje é um prato cheio para amantes de RTS, História e Mitologia. Um pacote robusto e completo, mesmo sem a nova DLC, tanto para jogadores casuais quanto para os mais hardcore. Comandos fáceis de se aprender e uma infinidade de possibilidades e estratégias, muitos modos de jogo, oficina e campanhas divertidas e envolventes. Altamente recomendado.

NOTA
✫✫✫✫✫
Posted 28 December, 2017.
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148.0 hrs on record (125.1 hrs at review time)
Early Access Review
Paladins é um ótimo jogo ao estilo "MOBA FPS" que é mais conhecido através de seu primo rico Overwatch.

Apesar das comparações, Paladins foi iniciado primeiro e inspirado em Team Fortress 2 na verdade, e esse fundamento fica bem claro quando você começa a jogar.
Lembrando que ainda está em BETA, sua jogabilidade é muito boa apesar de ainda houver alguns bugs e desbalanceamentos.

Uma das características mais marcantes em minha opinião é o seu sistema de decks, um elemento exclusivo do jogo que acrescenta um forte elemento de inteligência e estratégia.
Em Paladins, além do clássico sistema de comprar melhorias dentro da partida, pra aumentar a defesa, melhorar a velocidade, etc, cada campeão possui uma série de cartas além de 3 Cartas Lendárias que podem ser facilmente adquiridas durante as partidas, através de baús ou uso de essência.
Com estas cartas, os jogadores montam decks que alteram os efeitos das habilidades e atributos de cada campeão, podendo se montar vários decks diferentes para se escolher antes do início da partida. Quanto as cartas lendárias, elas possuem efeitos ainda mais fortes e são escolhidas separadamente.

Eu sinceramente acho os personagens bastante carismáticos no geral, mas, ainda falta uma boa Lore (mas ainda é BETA!!).

Vozes, skins, etc, está tudo aí, e ainda temos montarias.

O som é muito agradável, tanto vindo dos personagens como as armas, e a música de fundo.

Sua arte é muito bonita, num traço levemente cartunizado que lembra HQs dos anos 90. As texturas, luzes, sombras e partículas são bem trabalhadas também, nada grandioso e absurdamente realista, pois como falei, se trata de uma arte cartunizada. Não é para ser realista (dizer que "os gráficos" de qualquer coisa são bons ou ruins é algo extremamente idiota, aprendam a analisar cada elemento gráfico separamente, por favor).

Por fim, seu desempenho é incrível, e roda até mesmo na minha batata mesmo estando no Médio na maioria das configurações visuais!

O jogo ainda tem sérios problemas de estabilidade apenas. Os servidores, crashs, e o escambal. Mas, pela terceira vez, é um BETA. Vou reclamar apenas se isso continuar quando o jogo estiver oficialmente lançado.

Com toda certeza eu recomendo!
Posted 2 October, 2017.
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24.2 hrs on record (21.7 hrs at review time)
Dungeon Siege é um RPG de exploração de calabouços que apresenta uma evolução do clássico e nostálgico sistema criado em Diablo.
Aqui iniciamos o jogo com um personagem humano criado, e ao decorrer dele iremos adquirir novos personagens, humanos ou anões, e até mesmo comprar mulas de carga pra ajudar a carregar todo o loot da viagem.
Os personagens por sua vez não possuem uma classe definida, apesar de terem suas melhoras inciais. O jogo possui 4 tipos de ataque: corpo-a-corpo, distância, magia natural e magia de combate; e três atributos: força, destreza e inteligência. Os personagens vão ganhando níveis individuais nestas características de acordo com o que você pratica com cada um deles.

Dugeon Siege então se baseia nestes dois elementos: dungeon e grupo. O grande desafio está em atravessar as dungeons que se tornam cada vez mais e mais complexas e com inimigos cada vez mais perigosos numa ótima progressão de dificuldade, enquanto precisa administrar todo um grupo de heróis, não apenas em definir e trocar o equipamento de cada um, mas, também através de um bem elaborado sistema de estratégia que permite ao jogador definir a formação de batalha do grupo e como o mesmo se comportará, que tipo de inimigo cada um deve atacar, quem deve ficar curando, quem irá perseguir os monstros e quem manterá posição, etc... E sim, você vai precisar trocar isso constantemente, os desafios exigem que novas estratégias sejam sempre pensadas.

O jogo pode parecer enjoativo por seguir uma única fórmula o tempo todo. Sua aventura linear só exige que você siga sempre em frente, alternando entre uma longa viagem em um cenário aberto até a próxima missão que te levará para uma nova dungeon que novamente lhe deixará num cenário aberto e assim seguidamente, mas não. As dungeons não são lineares, e ficam cada vez maiores, e os desafios são realmente difíceis, dá uma satisfação imensa conseguir passar cada uma das masmorras. Fora a frequente troca de estratégia e equipamentos que o jogo exige.

Em resumo, é um jogo perfeito para quem aprecia a exploração de dungeons e a administração de partys.

Sua trilha sonora é bela, e passa direitinho o espírito de cada cenário, e desperta a sensação de uma grande aventura.

A estória é um bocado genérica, com o vilão tirano que quer dominar tudo, busca pelo artefato lendário, etc, mas é satisfatória.

Seu visual é bem datado, mas não é feio, apenas não é atual porque o jogo é antigo. Mas os bonecos possuem uma boa modelagem e movimentação, os cenários são belos, a arte empregada em tudo também, além da originalidade na criação dos monstros, que combina muito bem a mitologia européia com a essência visual de um J-RPG. Todos os itens e armaduras possuem sua própria textura também.

O jogo também possui um excelente sistema de câmera que permite facilmente que o jogador visualize todo o cenário e a posicione da melhor forma para cada situação.

Os únicos pecados são o problema não resolvido pela Steam com a funcionalidade gráfica em alguns sistemas e placas, mas é algo facilmente resolvido, só pesquisar no Google ou na comunidade mesmo uma solução de acordo com sua configuração, e a falta da expansão do jogo, mas que também pode ser facilmente instalada nele.
Posted 25 September, 2017.
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2 people found this review helpful
106.6 hrs on record (93.8 hrs at review time)
Introdução

A primeira coisa que precisa ser deixada bem claro sobre Morrowind é: diferente de Skyrim (e Oblivion), este não é um Action RPG. O terceiro capítulo da minha querida "The Elder Scrolls" é, assim como Arena e Daggerfall, um RPG CLÁSSICO, muito próximo dos jogos de mesa, papel e caneta. Melhor coisa...
The Elder Scrolls III: Morrowind é um jogo de RPG que nos leva a uma jornada épica por uma terra repleta de mistérios e maravilhas. Situado no vasto continente de Tamriel, Morrowind mergulha os jogadores em um mundo vibrante e envolvente, onde a liberdade e a exploração são as palavras de ordem. Com uma ambientação rica e única, o jogo apresenta uma combinação perfeita de elementos de fantasia e ficção, transportando-nos para uma era antiga e mágica, repleta de segredos arcanos e histórias cativantes. À medida que assumimos o papel de um herói escolhido, temos a liberdade de moldar nosso destino, enfrentar perigosas criaturas e desvendar as intrincadas teias de conspiração que permeiam a terra de Morrowind. Aqui você vai facilmente se perder em um mundo onde a imaginação e a aventura se encontram, em uma experiência que transcende os limites do virtual e se torna uma verdadeira jornada pessoal.

Jogabilidade

A primeira coisa que gosto de falar aqui é como Morrowind já fazia tão antes o que a obra prima que é Breath of the Wild fez. Embora The Elder Scrolls III: Morrowind e The Legend of Zelda: Breath of the Wild sejam jogos de subgêneros levemente diferentes, eles compartilham alguns pontos em comum quando se trata de oferecer liberdade de exploração e uma ausência de roteiro fixo. Ambos os jogos incentivam os jogadores a se aventurarem pelo mundo de forma não linear e descobrirem suas próprias histórias.

Em Morrowind, assim como em Breath of the Wild, você pode explorar Tamriel de maneira não linear, sem restrições de caminhos pré-determinados. Você é livre para vagar pelas vastas terras, descobrindo cidades, masmorras, ruínas antigas e encontrando personagens intrigantes ao longo do caminho. Não há uma ordem específica para seguir ou um caminho único a ser percorrido, permitindo que os jogadores escolham seu próprio ritmo e direção.
O mesmo ocorre em Breath of the Wild, onde você tem total liberdade para decidir quais objetivos perseguir, se aventurando pelo vasto mundo de Hyrule da forma que preferir.

Além disso, tanto Morrowind quanto Breath of the Wild valorizam a descoberta e a exploração autônoma. Em Morrowind, você pode tropeçar em lugares secretos, artefatos poderosos ou até mesmo missões ocultas apenas explorando e interagindo com o mundo ao seu redor. O mesmo ocorre em Breath of the Wild, onde cada canto do mundo esconde segredos, tesouros e encontros inesperados. Ambos os jogos recompensam os jogadores curiosos que se aventuram fora dos caminhos principais, oferecendo uma sensação gratificante de descoberta.

Embora as mecânicas específicas de jogabilidade possam diferir, a liberdade de exploração e a ausência de um roteiro fixo são elementos-chave tanto em Morrowind quanto em Breath of the Wild, proporcionando experiências imersivas e cativantes para os jogadores.
Até mesmo quando se trata de chefe, ambos os jogos funcionam da mesma maneira. Acha que está forte o suficiente para enfrentar Dagoth Ur e não está mais interessado no roteiro? Só vai...

O único elemento da jogabilidade que talvez fruste jogadores mais novos é o sistema de combate. Como enfatizei, este não é um Action RPG. Aqui tudo é decidido por um arcaico sistema de "rolagem de dados". Não importa se você mirou a flecha na cabeça do inimigo, se seus atributos não forem suficientes, você provavelmente não vai acertar, mesmo que a animação acerte. Isso pode gerar vários e vários combates onde você parece bater no vento se não estiver usando o equipamento de acordo com a evolução de seu personagem, assim como o bloqueio também é automático e depende desse "dado". Isso não é nenhum pouco ruim, na verdade é até um incentivo a focar mais nas habilidades que quer usar, mas é importante avisar para quem está acostumado com Skyrim, onde é BEM mais fácil improvisar com qualquer arma.

Imagem

Morrowind possui uma estética única e atmosférica, que transporta os jogadores para um mundo de fantasia rico e detalhado. Apesar de ter sido lançado em 2002, o jogo ainda possui um charme visual que o torna memorável até hoje.

Os gráficos de Morrowind apresentam uma combinação de paisagens vastas e exóticas, que variam desde montanhas majestosas até pântanos sombrios e cidades elaboradamente projetadas. Cada região do jogo possui uma identidade visual distinta, com detalhes meticulosamente trabalhados, como a arquitetura única das cidades e as paisagens naturais impressionantes.

Embora os gráficos possam parecer datados em comparação com os jogos mais recentes, o estilo artístico de Morrowind envelheceu bem e possui um encanto próprio. Os ambientes são ricos em cores, com uma paleta que varia de tons terrosos e atmosferas sombrias a áreas vibrantes e exuberantes. A atenção aos detalhes, como a vegetação exótica, as texturas elaboradas e os efeitos atmosféricos, contribuem para a imersão no mundo de Morrowind.

Além disso, o design dos personagens e criaturas também é notável. Desde os humanoides de diferentes raças até os seres místicos e criaturas fantásticas, cada um possui um design distintivo que reflete a rica mitologia do jogo.

Vale ressaltar que a versão original do jogo pode ser aprimorada com mods e melhorias gráficas criadas pela comunidade (e tem muito muito muito conteúdo MESMO), proporcionando uma experiência visual mais atualizada e refinada.

Em resumo, embora Morrowind possa não ter os gráficos mais realistas ou avançados da atualidade, o jogo compensa com um estilo artístico único e uma atmosfera visualmente cativante, que continua a encantar os jogadores mesmo após todos esses anos.

Som


Ah, a trilha sonora de Morrowind... É simplesmente magnífica e imersiva. Ela é capaz de transportar os jogadores para um mundo de fantasia de tirar o fôlego, enchendo os ouvidos e a alma com composições marcantes e atmosféricas.

Desde o momento em que começamos nossa jornada em Morrowind, somos envolvidos por uma melodia marcante que captura a essência épica e misteriosa do jogo. A música tema, "Nerevar Rising", é verdadeiramente emblemática e nos leva a um estado de excitação e aventura enquanto exploramos a vastidão de Tamriel.

Além disso, a trilha sonora de Morrowind apresenta uma variedade de temas que se adaptam perfeitamente às diferentes situações e locais do jogo. Seja em uma cidade movimentada como Vivec, em uma masmorra repleta de perigos ou explorando as paisagens serenas e exóticas, a música acompanha cada momento de forma harmoniosa e evocativa.

Uma das minhas faixas favoritas é "Silt Sunrise", uma melodia hipnotizante que transmite uma sensação de calma e maravilha ao assistir o nascer do sol sobre os pântanos de Morrowind. Outra música memorável é "Peaceful Waters", que nos envolve em uma serenidade tranquila enquanto contemplamos as margens dos rios e lagos do jogo.

Além da trilha sonora, os sons ambientes e atmosféricos de Morrowind desempenham um papel fundamental em nos fazer sentir parte daquele mundo. O sussurro do vento nas planícies, o canto dos pássaros, o som dos passos ao caminhar pelas ruas das cidades... Tudo isso contribui para a imersão e nos faz sentir como se estivéssemos realmente explorando aquele mundo mágico.

Em suma....

The Elder Scrolls III: Morrowind se tornou meu jogo favorito de todos os tempos. É uma experiência que transcende o simples entretenimento e se torna uma verdadeira jornada de descobertas e memórias inesquecíveis. A cada novo save criado, eu mergulhei de cabeça nesse mundo fantástico.

Nota

☆☆☆☆☆

Salve o Nerevarine! A profecia será cumprida!
Posted 24 November, 2016. Last edited 27 May, 2023.
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6.9 hrs on record (6.7 hrs at review time)
Momodora: Reverie Under the Moonlight é uma verdadeira obra de arte. A aparência, a trilha sonora, o enredo, a jogabilidade....

Games com visual retrô se tornaram uma grande mania do mercado indie, ficando até exaustiva, PORÉM, aqui a coisa muda. O jogo traz os gráficos pixelados de uma maneira especial, atualizada, e aproveitando ao máximo as capacidades atuais para criar personagens e cenários de tirar o fôlego, com níveis de detalhismo e animação maravilhosos.

Com uma protagonista carismática, uma vasta galeria de inimigos e jogabilidade intensa, é um grande desafio, com controles e movimentos que respondem bem, e que vão ser muito precisos.

Os save points são bem distantes um do outro, e a dificuldade é "level 8 bits", não dando moleza pro jogador. O tipo de game onde quem evoluiu somos nós, e não o personagem.

Enfim, um perfeito e original Metroidvania.

10/10
Posted 11 July, 2016.
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3.3 hrs on record (1.5 hrs at review time)
Jogo excelente para quem aprecia MMO e é fã do Multiverso da DC. Total liberdade de criação de personagem, muitos lugares para explorar e missões secundárias além de um sistema de batalha excelente, que dá um toque especial e necessário de jogo de ação.
Posted 24 June, 2016.
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