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202.6 hrs on record
Sede de Sangue, Sede de Poder

V Rising é aquele tipo de jogo que te pega pela gola da capa vampírica e fala: “agora você mora aqui”. E quando você percebe… já está obcecado em caçar o próximo chefe, melhorar seu castelo e virar o terror oficial da noite.

Você começa fraco, recém-desperto, quase um morcego com anemia. Mas o mundo ao seu redor é simplesmente maravilhoso: florestas sombrias, vilarejos cheios de vida (e de comida 🩸), criptas, fortalezas e criaturas que parecem ter saído direto de um livro de fantasia gótica. O visual é lindo demais — escuro na medida certa, elegante, atmosférico e com uma direção de arte que dá vontade de parar só pra admirar o cenário.

Mas o que faz V Rising brilhar de verdade é o combate.
Aqui o jogo humilha a maioria dos survivals. Nada de porradaria travada ou sem graça — o combate é ágil, técnico e extremamente satisfatório. Dá pra sentir forte a herança de Battlerite: habilidades com peso, esquivas importantes, posicionamento essencial, muitas possibilidades de armas e lutas que parecem quase duelos coreografados. Você não só luta… você joga bem.

E então vêm os chefes — e que desfile de qualidade.
São muitos, espalhados pelo mapa, cada um com estilo próprio, habilidades únicas e padrões de ataque que mudam completamente a dinâmica da batalha. Alguns exigem reflexo, outros estratégia, outros pura resistência. Derrotar um boss aqui não é rotina — é conquista. É aquele sentimento de “EU MERECI ISSO”.

Uma coisa muito interessante sobre os bosses desse jogo, é que eles escalam com o número de players e até desbloqueiam mecânicas novas. Então jogar sozinho e junto aos parças são experiências completamente diferentes!

A progressão também é redondinha.
O farm é justo, sem aquela sensação de estar trabalhando em turno extra. Você sempre está desbloqueando algo novo: poderes vampíricos, transformações, estruturas pro castelo, melhorias reais que impactam o gameplay. Tudo tem propósito, tudo te deixa mais forte de um jeito que você sente na prática.

E o castelo? Perigo puro pra quem gosta de otimizar. Construir sua fortaleza vampírica, organizar salas, melhorar produção, expandir território… é viciante num nível absurdo. Você entra pra matar monstros e sai discutindo arquitetura gótica consigo mesmo.

Não pense que o jogo pega leve: ele é desafiador de verdade.
Errou, morre. Subestimou inimigo, apanha. Entrou despreparado em área nova? Volta correndo. Mas nunca é injusto — sempre parece que a culpa (quase sempre) é sua, e isso dá aquela vontade de tentar de novo e fazer melhor.

No fim das contas, V Rising é simplesmente o melhor survival isométrico que existe[/i]. Combate de alto nível, chefes memoráveis, progressão viciante e um mundo sombrio lindo de explorar.

Pra mim é fácil: 11/10.
Se você curte desafio, combate bem feito e a fantasia de virar um vampiro poderoso construindo seu império na calada da noite… pode entrar sem medo. Só não reclama quando perder a noção do tempo. 🌙
Posted 27 January. Last edited 27 January.
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81.5 hrs on record
Aprender ou Cair

Sekiro não te fortalece com espadas melhores ou armaduras mais resistentes. Ele fortalece a você. Aqui não existe conforto em números, builds ou equipamentos milagrosos. Existe apenas aprendizado, repetição e domínio. É um jogo que não aceita atalhos — só evolução real.

A ambientação já deixa isso claro desde o início. O Japão feudal apresentado em Sekiro é hostil, opressor e silencioso. Castelos imponentes, templos abandonados e campos tomados pela guerra criam um mundo que parece constantemente te observar, esperando um erro. Cada área reforça a sensação de que você é apenas um shinobi ferido tentando sobreviver em um mundo que não perdoa fraqueza.

A narrativa acompanha esse peso. O Lobo não é um herói destinado à glória, mas um guerreiro quebrado, guiado por lealdade, rancor e dever. A história é contada de forma direta, mas profunda, deixando que o jogador conecte os pontos. É uma jornada sobre persistência, honra e o preço de continuar lutando mesmo quando tudo conspira contra você.

Mas é na gameplay que Sekiro se torna verdadeiramente único. Diferente de outros souls, não há armas melhores para buscar, nem armaduras para compensar erros. O progresso acontece dentro do jogador. Você aprende a defletir no tempo exato, a desviar no momento certo, a reconhecer padrões e a entender o comportamento de cada inimigo. Cada combate é um duelo de atenção, ritmo e precisão. Não se trata de apertar botões — trata-se de ler o oponente e responder sem hesitar.

A dificuldade existe para reforçar essa filosofia. Sekiro é implacável porque precisa ser. Cada morte ensina, cada erro fica marcado, e cada vitória prova que você melhorou. Quando um chefe cai, não é porque seu personagem está mais forte, mas porque você está. O jogo te obriga a manter a calma, controlar a respiração e focar.

No próprio jogo levamos uma lição pra vida:
“Sem mais atos falhos, respira e foca, porque hesitação é derrota.”
Já que em Sekiro, hesitar não é apenas um erro — é perder.

No final, Sekiro: Shadows Die Twice não é apenas um desafio mecânico, mas uma experiência de evolução pessoal dentro do jogo. Poucos títulos conseguem exigir tanto e, ao mesmo tempo, recompensar de forma tão justa.

Nota final: 10/10.
Sekiro não te dá poder. Ele exige que você o conquiste, jogue imediatamente!
Posted 31 December, 2025. Last edited 31 December, 2025.
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78.9 hrs on record (72.3 hrs at review time)
A perfeição em formato de Metroidvania!

Se Hollow Knight já era considerado o ápice do gênero, Silksong conseguiu ir além , alcançando um patamar de excelência que poucos jogos ousaram sonhar. Não é apenas uma continuação, mas uma verdadeira evolução: tudo o que já era magnífico foi refinado, ampliado e reinventado de forma ousada.

Enquanto Hollow Knight sempre me remeteu a um Dark Souls 2D — sombrio, contemplativo, estratégico —, Silksong se aproxima mais da essência de um Sekiro: rápido, técnico e impiedoso . O combate não é apenas sobre precisão; é sobre ritmo, sobre dominar a agilidade da Hornet e transformar cada movimento em ataque e defesa ao mesmo tempo . A sensação é de estar sempre no limite, mas com um controle refinado o suficiente para transformar a dificuldade em prazer.

E se Hallownest já era um lugar que respirava mistério e melancolia, Fiarlongo não fica atrás. É um reino tão mágico quanto o anterior, mas que carrega em si um espírito vibrante, pulsante, que vai marcar a sua vida com histórias incríveis e momentos inesquecíveis. Cada região parece pedir que você a explore com calma, e cada encontro traz um pedaço de uma jornada que você não esquecerá.

A grandiosidade também surpreende : quando eu tinha 20 horas de jogo, acreditei estar perto do fim. Mas a verdadeira reta final só chegou quando já estava beirando as 60 horas — e cada minuto valeu a pena. Silksong é enorme, denso e profundo, oferecendo sempre algo novo para descobrir.

Um dos maiores upgrades em relação a Hollow Knight está nas missões secundárias. Agora existe um sistema estruturado, com quadros de missões espalhados pelas cidades, tornando cada side quest mais integrada, recompensadora e envolvente. Não são apenas distrações, mas partes vivas do mundo, que te puxam ainda mais para dentro dessa experiência.

No fim, Silksong não é apenas um jogo . É uma obra de arte, um metroidvania que equilibra desafio, beleza e imersão como nenhum outro . A perfeição do gênero foi alcançada aqui — e, assim como Hollow Knight marcou uma geração, Silksong chegou para eternizar seu nome na história dos videogames .

Irei voltar a explorar essas terras incríveis em busca de sua platina com toda a certeza, e já garanto que não será nada fácil se tentar o mesmo ;) Esse jogo merece meus sinceros 15/10 como nota, os 7 anos de espera valeram super a pena! COMPRE IMEDIATAMENTE

OBRIGADO TEAM CHERRY PELA EXPERIÊNCIA INCRÍVEL A UM PREÇO SUPER JUSTO!
Posted 7 September, 2025. Last edited 4 October, 2025.
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59.3 hrs on record (38.4 hrs at review time)
Peak: onde amizade vai ao topo… ou diretamente pro chão.

Você já pensou em escalar montanhas gigantes com seus amigos, pulando de plataforma em plataforma, sabendo que um deslize te faz cair de 600 metros e largar todo mundo pra trás? Pois é. Bem-vindo a Peak, o simulador oficial de “foi mal aí galera, morri”.

A proposta é simples: SUBIR. A execução? Nem tanto. Não porque o jogo é complexo — longe disso — mas porque ele faz questão de te lembrar que um pulo errado pode significar perder TUDO. É tipo o “Jenga do parkour”: um passo em falso e vai tudo pro espaço. Mas essa tensão é justamente o charme.

Diferente de muitos jogos modernos, Peak não exige que você aperte 17 botões ao mesmo tempo, segure shift, respire fundo e morda o dedo mindinho. Aqui, o desafio é outro: ter coragem de tentar aquele pulo arriscado e conviver com as consequências (emocionais) caso dê errado. E ó — dá errado. Com mais frequência do que deveria.

É claramente feito pro multiplayer. Jogar sozinho até dá, mas perde todo o drama cômico de ver seu amigo que tava na sua frente despencar por cinco minutos seguidos enquanto você segura o riso. É o tipo de jogo que fortalece amizades ou destrói todas de uma vez.

O visual é bonito, meio minimalista e estiloso. Dá até aquela falsa sensação de paz antes da tragédia. A trilha sonora é boa também, mas sinceramente, o que mais se ouve é o grito interno de quem cai lá de cima.

Se você curte desafios, caos em grupo e a chance de humilhar ou ser humilhado por um pulo mal calculado — Peak é pra você. Se você prefere uma experiência solo bem trabalhada… também é pra você.

E pra você que gosta de platinar, vai ser um bom desafio, nada perto do impossível e na verdade, bem ao contrário disso, é bem prazeroso e divertido, só vai ter que encontrar as pessoas certas pra isso ;)

Infelizmente terei que trazer também seus pontos negativos, que são os bugs, e olha que no presente momento dessa análise o jogo possui MUITOS - desde ver tudo com uma neblina infinita, nascer em uma área que não tem como nem se mexer, até mesmo segurar uma corda e simplesmente sair voando direto para os céus e logo em seguida cair igual meteoro da paixão.

Espero que arrumem todos com o tempo e adicionem cada vez mais conteúdo a esse jogo incrível e super divertido, recomendo a todos! Pra você que não tem amigos, pode entrar no discord brasileiro do jogo, sempre tem gente lá!

Dou um 8,5/10. Só não dou 9 porque ainda estou tentando superar a queda que levei perto do topo da última montanha porque um amigo jogou uma casca de banana no meu pé.
Posted 2 August, 2025. Last edited 2 August, 2025.
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56.3 hrs on record
Voando Entre Arranha-Céus

Marvel’s Spider-Man Remastered é mais do que um jogo de super-herói: é uma celebração de tudo que torna o Homem-Aranha um dos personagens mais amados dos quadrinhos — e agora, também dos videogames. O primeiro título dessa, até então, trilogia já mostra a que veio.

Desde o primeiro momento balançando entre os prédios de Nova York, você sente algo especial. A movimentação é absurdamente fluida , responsiva e incrivelmente satisfatória . O simples ato de se locomover já é divertido o bastante para te prender por horas — e o jogo sabe disso. A cidade respira, reage e recompensa sua curiosidade com detalhes que evidenciam o carinho dos desenvolvedores pela obra original.

Visualmente, é um espetáculo . A versão remasterizada brilha com ray tracing, reflexos nos arranha-céus e uma iluminação que transforma cada pôr do sol em uma pintura. Mas o que realmente impressiona é a atenção aos pequenos detalhes — dos grafites nos becos aos pedestres que tiram selfies ou fazem comentários espontâneos ao te verem passar. Platinando o game eu quase não notei prédios iguais.

A narrativa é um dos grandes destaques , com um roteiro maduro e emocional. Ela mergulha nos dilemas da vida dupla de Peter Parker com tato e profundidade, sempre equilibrando leveza e drama. Não se trata apenas de enfrentar vilões — trata-se de lidar com o peso de ser herói, amigo, funcionário e humano ao mesmo tempo. Trazendo junto com o roteiro, vilões icônicos dos quadrinhos.

A jogabilidade mistura ação, stealth e exploração com uma curva de aprendizado bem ajustada . As batalhas são dinâmicas, com várias abordagens possíveis, e as habilidades evoluem de forma que incentiva o domínio do combate e da movimentação .

Platina? Uma jornada eventualmente repetitiva, mas nunca punitiva. A vontade de completar tudo surge naturalmente, porque o conteúdo extra é, em sua maioria, genuinamente divertido. Ainda assim, na última DLC, você provavelmente já vai estar evitando crimes e pensando duas vezes antes de encarar o NG+ — que deve guardar sua última conquista. Pelo menos, nenhuma delas é perdível.

Meu ponto negativo vai pra repetitividade dos elementos secundários a se fazer nesse mundo, eles que enchem "linguiça" no game, pois no NG+ zerei em 6 horas ignorando tudo que era secundário e focando apenas na missão principal. Mas mesmo assim recomendo a tarefa de fazer tudo o que tem disponível (pelo menos na primeira run).

Para quem busca uma aventura envolvente, estilosa e emocionalmente cativante, Marvel’s Spider-Man Remastered é essencial. Ainda mais se você for fã do nosso amigão da vizinhança. Jogo 8/10!
Posted 9 May, 2025. Last edited 9 May, 2025.
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33.8 hrs on record
De ilha em ilha se constrói uma Pangeia
Como descrever um jogo tão caótico e viciante quanto Forager? Vamos tentar!

Forager é aquele tipo de jogo que você inicia com a intenção de jogar “só um pouquinho” e, quando percebe, o sol já nasceu, sua tela está repleta de fornalhas fumegantes, mineradores automatizados e uma economia mais próspera que muitos países.

A jogabilidade é descomplicada, mas incrivelmente envolvente. Você começa sozinho em uma modesta ilha, coletando recursos rudimentares, mas rapidamente se vê expandindo território, erguendo máquinas, desbloqueando habilidades e essencialmente dominando o mundo. O jogo acerta em cheio ao oferecer uma progressão constante, onde sempre há algo novo a ser construído, aprimorado ou otimizado.

A estética é minimalista e vibrante, com um pixel art charmoso que casa perfeitamente com a proposta do jogo. A trilha sonora, por sua vez, é relaxante e se encaixa como uma luva no loop infinito de coleta, construção e expansão.

A liberdade é um dos grandes trunfos de Forager. Você pode se dedicar à mineração, à agricultura, ao combate, à exploração de masmorras ou simplesmente transformar tudo em um império industrializado movido à automação desenfreada. O sistema de habilidades é robusto e cada nova aquisição traz aquela doce ilusão de “só mais um nível antes de parar” (spoiler: você não vai parar).

Se há um ponto de crítica, é a repetitividade a longo prazo. Conforme sua progressão avança, o desafio se dilui e o jogo pode se tornar um tanto mecânico. Mas até esse momento chegar, Forager já terá lhe sequestrado por incontáveis horas. Em algum ponto, sem que perceba, você já será uma divindade omnipotente do joguinho.

Outro detalhe brilhante são as referências espalhadas pelo jogo. Os NPCs, os diálogos, os trajes e até os detalhes mais sutis estão repletos de piadas e homenagens a outros títulos e à cultura pop. A cereja do bolo? O próprio desenvolvedor faz uma aparição no jogo para conceder uma “entrevista” sobre sua criação .

E quanto à platina? Prepare-se para um bom investimento de tempo, pois algumas conquistas exigem um nível considerável de grinding. Mas se você é daqueles que sentem prazer em otimizar cada detalhe até a perfeição, essa será sua motivação suprema. Na prática, atingir 100% é quase o objetivo natural do jogo, pois, em um mundo aberto como este, a busca pela completude se torna o grande motor da experiência.

Nota final? Um sólido 11/10. Se você aprecia jogos que mesclam exploração, crafting e um loop viciante de progressão, Forager é um título essencial na sua biblioteca.
Posted 15 February, 2025. Last edited 15 February, 2025.
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1
76.5 hrs on record
Espartano Nórdico

Que obra-prima, meus queridos leitores! Para quem nunca se aventurou na trilogia clássica de God of War , saiba que esta ainda é uma experiência incrível. Mas para quem já testemunhou toda a jornada do lendário Cleitão, prepare-se: o desenvolvimento neste jogo é simplesmente de tirar o fôlego .

Comecemos pelos gráficos e cenários: eles são deslumbrantes! O jogo, ambientado na mitologia nórdica, traz inúmeras referências à cultura escandinava em seus detalhes, seja nos ambientes, nos sons ou nas pequenas surpresas espalhadas pelo mapa. Cada canto parece ter uma história para contar.

Somado a isso, temos uma narrativa que é um espetáculo à parte. A imersão que God of War proporciona é incomparável. Minha dica? Explore tudo! As missões secundárias são verdadeiras joias que ampliam a profundidade do jogo e o tornam ainda mais recompensador.

E agora, a cereja do bolo: a gameplay. Na minha opinião, é a melhor parte do jogo. Jogar o machado e trazê-lo de volta é uma das mecânicas mais satisfatórias já criadas no mundo dos games. E isso é só a ponta do iceberg. Sem entrar em detalhes, todas as habilidades de combate são maravilhosas e proporcionam uma experiência de combate dinâmica e estratégica.

Sobre a dificuldade, você decide. Eu, por exemplo, fui ousado e platinei no modo mais difícil ("QUERO GOD OF WAR") – foi brutal. Sofri, chorei, mas no final, a recompensa foi absurdamente gratificante . Foi quase como jogar um souls-like, mas com aquele toque único de God of War.

Este jogo é, sem dúvidas, um 12/10. Se você ainda não adicionou essa obra-prima à sua coleção, o que está esperando? Adquira já e prepare-se para uma aventura inesquecível .
Posted 1 January, 2025. Last edited 1 January, 2025.
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14.3 hrs on record (14.2 hrs at review time)
Sem dinheiro = Sem vida

Buckshot Roulette é um jogo que mistura a tensão de um combate com uma vibe sombria, inspirado em Inscryption, mas com a sua própria identidade única. Se você é fã de jogos com atmosferas densas e mecânicas intrigantes, prepare-se para uma experiência cheia de escolhas difíceis e surpresas.

A primeira coisa que chama a atenção é o visual sombrio do jogo. Tudo, desde o cenário até o design dos itens, cria uma sensação de mistério e desconforto — afinal você está brincando de roleta-russa e mirar pra sua cabeça não é nada confortante. Os gráficos são simples, mas perfeitamente adequados para o clima tenso que o jogo propõe (e a música de fundo dá uma pitada de adrenalina que te anima sempre que o dealer é derrotado).

O gameplay é baseado em uma dinâmica de combate contra o dealer, e aqui entra o grande charme do jogo: você precisa gerenciar seus recursos e itens de maneira estratégica. Cada item tem seu valor, e você precisa decidir quando usá-los para garantir sua sobrevivência — ou deixá-los para momentos críticos. Isso cria uma tensão constante, onde cada escolha pode significar a vitória ou a derrota. Existem alguns itens mais fortes que os outros, mas a propósito todos são úteis.

O maior trunfo de Buckshot Roulette é a sensação de risco. Cada rodada é imprevisível, e sua sorte pode mudar a qualquer momento. É o tipo de jogo que mantém você na ponta da cadeira, sempre com a sensação de que está um passo de perder tudo... ou ganhar tudo.

Em relação à platina, o jogo é desafiador, mas não é impossível. Com paciência e um bom entendimento das mecânicas, você pode completar tudo sem maiores problemas. No meu caso eu levei as conquistas como uma "campanha", já que o jogo é infinito eu tracei elas como o objetivo para finalizar a experiência.

Adicionaram o modo online, mas sinceramente ele não me deu vontade de voltar a jogar

Pra mim esse jogo é um 9/10, ele cumpre tudo que te promete, mas achei que faltou algo que não consigo explicar - talvez um objetivo melhor? Eu sei que foi um jogo criado por um fã de Inscryption e esse jogo seria só uma versão alternativa pro mundo das armas ao invés das cartas, mas entendo também que o jogo cresceu e pode crescer ainda mais. E por isso que aguardo por talvez uma atualização que te dá mais propósito para jogar.

Por ser um 9/10, obviamente recomendo a compra, esse jogo vale sim seu dinheiro cheio e principalmente em uma promoção. Recomendo principalmente para aqueles que gostam de jogos diferentes, misteriosos e que exigem uma estratégia para vencer.
Posted 21 December, 2024. Last edited 21 December, 2024.
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9 people found this review helpful
21.9 hrs on record
Carimbar ou Morrer?

Papers, Please é um jogo único, que te joga na pele de um inspetor de imigração na fictícia e opressora nação de Arstotzka. E preciso comentar, que experiência angustiante! Tudo, desde o visual pixelado até a trilha sonora sombria, te coloca dentro do clima cinzento e burocrático de um regime totalitário.

Você começa carimbando passaportes com regras simples, mas logo tudo se transforma em um pesadelo administrativo. Cada dia traz novas regulamentações que te fazem sentir que o jogo te odeia. Passaportes falsos, documentos faltando, terroristas explodindo no portão — e, claro, a constante dúvida: "Aceito subornos para dar uma vida melhor à minha família ou sigo as regras e deixo todos morrerem de fome?"

A história é simples, mas incrivelmente imersiva. Você não precisa de grandes cutscenes ou reviravoltas épicas — o drama aqui está nas decisões diárias. Dá pra sentir o peso de cada carimbo, seja para cumprir sua cota ou para ajudar (ou ferrar) alguém.

O jogo é, essencialmente, um simulador de 'rotina opressiva', mas consegue transformar algo tão pesado em uma experiência surpreendentemente envolvente. Isso porque, mesmo com um tema sério, Papers, Please é cheio de momentos inesperados e situações que vão do absurdo ao emocionante.

Jogabilidade? É simples e direta: checar documentos, encontrar inconsistências e tomar decisões. Parece repetitivo no início, mas a complexidade cresce rápido, e você acaba viciado em caçar erros e aplicar multas. Um verdadeiro "Dark Souls da burocracia".

Rejogabilidade? Alta. São mais de 20 finais possíveis, além do modo infinito (mas aí eu já acho demais, você vai enjoar depois da campanha e dos finais possíveis)

No fim das contas, Papers, Please é uma obra-prima para quem gosta de jogos inteligentes e narrativas densas.

Dou um sólido 10/10 e selo 'Aprovado'. Se você busca um jogo que combina desafio, dilemas morais e uma pitada de humor irônico, Papers, Please é uma adição indispensável à sua biblioteca. Glória a Arstotzka!
Posted 21 December, 2024. Last edited 21 December, 2024.
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14 people found this review helpful
64.2 hrs on record (61.6 hrs at review time)
Avante Louças!

Cuphead é um jogo incrível, que mescla o visual de desenhos antigos da década de 1930 com essa pegada mais moderna na jogabilidade. E senhoras e senhores, que jogo lindo! Todo desenhado a mão e todas as animações são fantásticas e bem detalhadas, com certeza merece todo o reconhecimento. E por mais que o visual seja de desenho, não é nada infantil, você vai sair chorando de tanto apanhar para passar as fases.

O jogo tenta ser um "boss rush", com a premissa de te tacar um boss após o outro para derrotar, além das fases mais arcade (que na minha opinião boa parte são mais difíceis que os bosses) - Maldita fase do peixe aaaaa .

A história do jogo e da DLC são bem simples, mas é suficiente pra te dar motivo pra sair batendo em todo mundo - afinal o foco aqui não é a narrativa. Mas o jogo ganhou uma série na Netflix que talvez aprofunde a história.

É fenomenal pra se jogar em 1 ou em 2 (é raro ver jogos que funcionam tanto sozinho quanto coop da mesma forma). Isso porque o jogo balanceia - se você está sozinho não poderá reviver, já jogando em dois você consegue, porém os bosses tem o dobro de vida também. Inclusive, só por ter coop eu joguei e rejoguei esse jogo várias vezes, é definitivamente um jogo que você vai querer apresentar pra várias pessoas.

Quanto as conquistas, para platinar esse jogo é um pouco sofrido, pois basicamente você tem que zerar ele umas 3 vezes - uma no modo normal, uma no especialista e refazer algumas fases novamente pra pegar as conquistas mais específicas. No fim achei que valeu a pena porque o modo "especialista" é BEM desafiante e divertido, ainda mais na DLC.

Recomendo muito comprar o jogo completinho com a DLC, por mais que ela seja pequena, dá uma incrementada legal (achei todos os bosses da DLC muito legais) e te fornece basicamente um personagem com a jogabilidade diferente dos nossos queridos Xicrinho e Caneco, além de mais itens.

No fim, esse jogo está bem acima da média, dou um 11/10 e recomendo para todos os públicos. Se você gosta de jogos para se jogar em 2, esse aqui é obrigação na biblioteca.
Posted 19 December, 2024. Last edited 20 December, 2024.
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