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140.6 hrs on record (114.0 hrs at review time)
Jogar Battlefield 2042 por mais de 100 horas em busca do passe de batalha gratuito é a mais pura encarnação moderna do mito de Sísifo. Só que, ao invés de rolar uma pedra montanha acima, você fica correndo de um ponto de captura para outro, morrendo para helicópteros com furtividade, agonizando no chão enquanto os médicos do sus te ignoram e tentando matar um robo com suas armas de brinquedo.

O passe gratuito, em si, já é uma metáfora cruel: você não ganha skins para este jogo, mas para o próximo. Ou seja, você não é recompensado pelo sofrimento atual, mas pela promessa de um amanhã que pode ser igualmente insuportável (oque eu duvido já que o BF6 é muito melhor do que está porcaria). É quase religioso: sofrer nesta vida para colher na próxima.

Cada minuto no jogo suga um pedaço da sua alma, mas de forma tão gradual que você nem percebe é a agonia homeopática. 2042 não é um jogo, é um experimento existencial. É um lembrete de que o tempo humano é finito e que você decidiu trocar parte dele por... uma partida de ruptura em Iwo Jima.

Completar o passe de batalha gratuito do Battlefield 2042 requer:

1- Ter a paciência de um monge tibetano.

2- Saber que seu tempo de vida foi convertido em pixels cosméticos que você nem vai usar.

3- Entender que o conceito de diversão já não faz parte da sua definição de jogo.

4- Aprender a aceitar a dor como rotina.

5- Suportar milhares de partidas no modo ruptura em Iwo Jima (tortura) do que qualquer ser humano deveria.

6- Aceitar que o tédio pode ser uma forma avançada de iluminação espiritual.

Dito isso, todos nós sabemos que 90% dos “players ativos” do BF:2042 estão em servidores AFK do Portal. A verdade é que a EA é a prova viva de que o capitalismo conseguiu monetizar até a frustração, o passe de batalha "gratuito" não é só uma lista de recompensas, é um curso intensivo de existencialismo prático. Cada tier desbloqueado não traz alegria, mas sim a consciência pesada de que você investiu horas da sua vida em troca de uma camuflagem que será dada no próximo título da franquia. Quando Nietzsche disse “Deus está morto”, provavelmente estava jogando o BF:2042.

Battlefield 2042 não é apenas um jogo: é um experimento filosófico involuntário. Ele prova que não é preciso entregar diversão para prender jogadores, basta entregar a promessa de que, talvez, no próximo titulo da franquia, o sofrimento faça sentido.
Posted 15 September, 2025. Last edited 15 September, 2025.
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43.7 hrs on record (1.5 hrs at review time)
THIS GAME IS LITERALLY A PEAK!
Posted 16 June, 2025.
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0.2 hrs on record
Take-Two e 2K Games atualizaram seus Termos de Serviço ou como gostam de chamar agora, “aceite nosso spyware e seja feliz”.

Destaques desse novo pacote de amor corporativo:

- Usou mod? Ban.

- Mostrou exploit? Ban.

- Usou VPN? BANZÃO.

- Jogou no PC virtual? Nem tente.

- Mora fora da Europa, Reino Unido, Austrália ou Suíça? Adeus direito de processo coletivo. O juiz agora é um contrato que você nem leu.

E quanto aos dados coletados? Só o básico:

- Nome, endereço, e-mail, celular, localização exata, ID do seu aparelho, histórico de compras, dados de gameplay, fotos, voz, vídeos, até o que você disse no chat xingando o colega de time.

- Também vão usar isso tudo pra “inferir seu perfil”, que é o jeito bonito de dizer: te rastrear pra vender coisas que você nem sabia que queria.

Resumo do resumo: Você joga, eles assistem. Literalmente.
Posted 5 June, 2025. Last edited 5 June, 2025.
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70.9 hrs on record (64.7 hrs at review time)
Na vastidão do entretenimento digital, onde mundos inteiros são forjados com gráficos de ponta e narrativas cinematográficas, eis que surge Banana: um jogo cuja premissa é tão simples quanto ofensiva ao bom senso. Você clica. Em uma banana. Só isso. E de algum modo, isso é tudo.

Inicialmente, parece uma piada. Um delírio momentâneo de algum desenvolvedor cansado da indústria. Você dá o primeiro clique com a leveza de quem não tem nada a perder. O segundo já carrega um sorrisinho sarcástico. No quinto, você já está se perguntando se aquilo é arte contemporânea ou um experimento psicológico secreto. No décimo milésimo... você é o clique. Você é a banana.

O jogo se recusa a oferecer profundidade, e por isso, paradoxalmente, revela mais sobre o jogador do que qualquer RPG moralmente ambíguo. Cada clique é um ato de fé no vazio. Um grito silencioso: “olha, estou aqui, interagindo com o mundo, mesmo que esse mundo seja um JPG de fruta tropical”.

O ciclo de feedback imediato, aquele som satisfatório, os números crescendo... é assim que nos prendem. O jogo não é uma crítica ao capitalismo tardio. Ele é o capitalismo tardio: recompensas vazias, produtividade ilusória e a constante sensação de que, se eu clicar só mais uma vez, algo extraordinário vai acontecer. (Não vai.)

E, no entanto, não consigo parar. A banana me chama. Ela não fala, mas eu a ouço. Seu silêncio me julga. Cada segundo longe dela é uma oportunidade perdida de mais um clique. O que poderia ter sido? Um milhão de cliques? Um bilhão? O nirvana da repetição perfeita?

No final, o jogo da Banana é um espelho. Ele me mostra como sou facilmente manipulável, como troco meu tempo por dopamina em pequenas doses digitais. Me faz rir, me faz chorar (de rir) e, principalmente, me faz pensar: se isso é o que me diverte… quem sou eu, afinal?
Posted 30 May, 2025.
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78.4 hrs on record (77.6 hrs at review time)
Hunt: Showdown é um jogo sobre sobrevivência, estratégia e monstros sobrenaturais. Mas na minha experiência, é principalmente sobre assistir meu amigo morrer… espetacularmente… em silêncio… com um tiro vindo de um matagal a 800 metros.

Já o vi ser devorado por cães, cair de telhado, pegar fogo na própria molotov, ser esmagado por um Meathead, picado por uma abelha e — meu favorito — morrer para própria dinamite.

Enquanto eu me arrasto no mato, tentando ressuscitá-lo com meio HP e uma bandagem suada, ele já tá no Discord dizendo: “Acho que era player. Ou zumbi. Ou fogo. Não sei.”

O clima é tenso. A trilha sonora é um sussurro de morte. E meu amigo? Ele é o NPC secreto cujo único poder é morrer de maneiras novas em cada partida.

Veredito: 10/10. Nunca ganhamos uma partida sem perder a dignidade antes. Mas rir às 3h da manhã enquanto reanimo o mesmo corpo pela quarta vez… isso é ouro puro.
Posted 30 April, 2025.
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27.7 hrs on record (27.1 hrs at review time)
Eu não jogo Hades. Eu vivo Hades. Cada corrida é um poema trágico que escrevo com sangue, suor e flerte involuntário com deuses que têm mais sex appeal do que autoestima.

Sou apenas o pobre Zagreus, tentando fugir de casa como um adolescente grego emo, enquanto apanho de monstros, traumas familiares e da Meg com aquele olhar que mistura julgamento e desejo.

Morrendo? Constantemente. Sofrendo? Obviamente. Me apaixonando por todo personagem com voz aveludada e olhos cheios de passado? Sem parar.

O combate é fluido como vinho dos deuses. As bênçãos são presentes que você aceita mesmo sabendo que vai acabar criando uma build horrível só porque Dionísio piscou pra você.

Veredito: 11/10. Eu não consegui sair do submundo, mas também não quero.
Posted 30 April, 2025.
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5.7 hrs on record
Mandei quatro heróis corajosos para enfrentar os horrores do além. Eles voltaram? Não. Um morreu sangrando, outro fugiu rindo, o terceiro agora fala com as paredes, e o último virou alcoólatra e abriu uma taberna no inferno.

Em Darkest Dungeon, a única certeza é o colapso. Cada missão é um podcast sobre sofrimento, com trilha sonora de suspiros desesperados e sons molhados de tentáculos.

"A virtude nasce do sofrimento", disse o narrador. Mas tudo o que nasceu aqui foi um cruzado com pavor de livros e um médico da peste que desenvolveu pânico de luz.

O combate é tenso. As decisões são pesadas. E o maior inimigo não é o monstro lá fora… é o monstro interno que sussurra: "Toque o sino… só mais uma dungeon…"

Veredito: 10/10. Meus heróis perderam a sanidade. Eu também. Mas nunca estivemos tão unidos.
Posted 30 April, 2025.
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7.5 hrs on record
Early Access Review
Escolhi ser druida achando que controlaria a força da natureza... acabei virando um rato que passa 80% do tempo fugindo de gente de armadura que claramente fez aula de crossfit medieval.

A jogabilidade? Imagine o Senhor dos Anéis, mas se o Gandalf passasse o tempo inteiro se transformando num rato pra roubar loot e fugir das trevas feito um ladrão de queijo.

Já me vi sendo pisoteado por um bárbaro, mordido por um esqueleto e amigavelmente traído por um rogue que prometeu paz. Tudo isso enquanto eu rastejava pelo chão como um roedor filosofal tentando encontrar sentido no caos.

Mas confesso: nada se compara ao prazer de ver um time inteiro se matando... enquanto eu passo entre eles feito um rato ninja, pego o tesouro e escapo na extração como se fosse o protagonista de Ratatouille 2.

Veredito: 9/10. Ser um rato nunca foi tão divertido. Agora entendo o Splinter.
Posted 30 April, 2025. Last edited 30 April, 2025.
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8.4 hrs on record (7.3 hrs at review time)
Em Chivalry 2, não se luta por honra, por glória, ou sequer por causa. Luta-se por orgulho ferido, por pão bolorento e pela vaga sensação de que, talvez, cortar alguém ao meio com um machado traga um pouco de paz interior.

O campo de batalha é teatro. Um palco lamacento onde homens gritam, urram e tropeçam em cadáveres. Quando se joga uma galinha em chamas num cavaleiro inimigo, não se está apenas brincando com a mecânica do jogo: está se zombando da pompa da guerra, revelando seu ridículo fundamental.

A trilha sonora é composta por gritos de sofrimento e comentários absurdos que, ironicamente, espelham nossos discursos nas redes sociais: intensos, dramáticos, muitas vezes sem sentido. Não somos guerreiros. Somos atores desorientados em armaduras pesadas demais para o peso de nossas intenções.

E quando, finalmente, você corta o braço de alguém apenas para ser derrubado por uma pá nos segundos seguintes, entende: o verdadeiro inimigo não é o outro time. É o caos. É o acaso. É você mesmo, lutando para manter a cabeça erguida com 3 de HP e um pedaço de pão como arma.

Nota: 10/10. Shakespeare sangraria feliz nesse campo.
Posted 30 April, 2025.
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10.3 hrs on record
Blood and Bacon é uma profunda metáfora sobre o ciclo de consumo, a violência inerente ao ser humano e o poder destrutivo da carne. Brincadeira. É só tiro e porco voando em pedaços. Excelente entretenimento.

Posted 30 April, 2025.
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