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8.8 hrs on record
Em um segundo você está na piscina do centro de treinamento. No outro, está quilômetros abaixo da superfície, cercado por escuridão, silêncio e água.

Tudo começa no fundo do oceano Pacífico, onde a Oceanova, uma gigantesca instalação de mineração e pesquisa, opera isolada do mundo. Você faz parte de uma equipe de vinte pessoas que trabalha ali em longos turnos, explorando recursos do fundo do mar.

Durante uma missão de rotina fora da base, um terremoto massivo atinge a região e destrói grande parte das estruturas. Explosões, falhas nos sistemas e inundações matam quase todos instantaneamente. Você é um dos sobreviventes e agora precisa encontrar um jeito de chegar até a cápsula de resgate, atravessando os destroços e tentando manter o oxigênio e a sanidade sob controle.

A experiência

O jogo te coloca constantemente em um estado de alerta. A movimentação é lenta, o som da respiração é abafado. O capacete e a escuridão do fundo do oceano limitam a sua visão. Narcosis é essencialmente um walking simulator de terror psicológico, então o ritmo é propositalmente lento.

Enquanto explora as ruínas, você encontra os corpos dos seus colegas, documentos e gravações que revelam fragmentos do que aconteceu. Aos poucos, a linha entre realidade e alucinação começa a se distorcer: sombras que se movem, figuras humanas que desaparecem, vozes que ecoam de lugar nenhum. O jogo não precisa de monstros exagerados, a vida real já é bem assustadora em si.

A Gameplay

As mecânicas são simples e objetivas, focadas em explorar, gerenciar oxigênio e observar o ambiente. Isso funciona muito bem dentro da proposta minimalista, mas há alguns problemas de design que podem frustrar.

Em certos momentos o mapa não é intuitivo, o que pode levar o jogador a se perder, explorar áreas "fora da ordem" esperada ou deixar de acionar eventos essenciais para o progresso. Embora os bugs sejam raros, há situações em que é necessário recarregar o save (Aconteceu comigo uma única vez, com você talvez nem aconteça). Felizmente os capítulos são curtos e todos os coletáveis são salvos automaticamente, então o impacto é mínimo.

A atmosfera


A ambientação é o ponto mais forte do jogo. Narcosis evita jumpscares óbvios e aposta em uma tensão constante e opressora. A sensação de estar confinado em um traje pesado, respirando com dificuldade e cercado pelo nada é perturbadora o suficiente. O design sonoro é satisfatório, e o visual mesmo que simples transmite muito bem a sensação de profundidade e perigo.

O jogo também surpreende muito com uma reviravolta interessante no final, que dá novo significado a toda a jornada e às visões do protagonista.

Prós:
  • Atmosfera sombria e opressora;
  • História interessante, com final impactante;
  • Mecânicas diretas e funcionais;
  • Coletáveis que enriquecem o enredo;
  • Boa performance e conquistas disponíveis;

Contras:
  • Problemas ocasionais de design de mapa
  • Pouca variedade nas interações

Conclusão

Narcosis é um ótimo jogo para quem gosta de terror psicológico, suspense e mistério, especialmente com ambientações subaquáticas. Ele não tenta te assustar com monstros ou sustos gratuitos (e nem a todo momento), seu medo nasce da solidão, do som da própria respiração e da ideia de estar preso onde a luz não chega.

Se você gosta desse tipo de experiência e curte explorar histórias mais contemplativas, vale muito a pena mergulhar (sem trocadilhos) nesse game, especialmente se quiser uma platina tranquila e uma narrativa curta, porém marcante.
Posted 1 November, 2025.
Was this review helpful? Yes No Funny Award
12 people found this review helpful
1 person found this review funny
60.0 hrs on record
The Evil Within é um jogo que entrega uma experiência memorável para os fãs de survival horror. Desenvolvido por Shinji Mikami, criador da série Resident Evil, o jogo oferece uma jornada sombria que mistura terror psicológico e elementos de ação com maestria.

Enredo
A história de The Evil Within segue o detetive Sebastian Castellanos, que após ser chamado para investigar um assassinato em massa em um hospital, se vê preso em uma realidade distorcida repleta de eventos perturbadores. À medida que Sebastian desbrava esse mundo caótico, ele é confrontado com segredos obscuros enquanto luta pela sua sobrevivência e sanidade. A trama é bem construída, apresentando camadas de mistério que te prendem até o final.

Jogabilidade
Embora o design dos cenários e inimigos seja excelente, a jogabilidade não é tão fluida quanto poderia ser. O jogo não se preocupa em "reinventar a roda" e usa o que já estamos acostumados a ver em outros jogos do mesmo gênero. O sistema de estamina, por exemplo, limita muito a movimentação do Sebastian, o que pode frustrar em momentos de fuga e combate onde você precisa de agilidade e maior responsividade. Porém, se pra você o gerenciamento de estamina é um ponto interessante na imersão para manter a tensão durante os combates, com certeza esse recurso pode ser um divisor de águas. O jogo não tem muita variação de armas, mas honestamente não senti falta e tudo parece na medida certa.

Desafio e Rejogabilidade
Um dos grandes pontos de The Evil Within é o nível de dificuldade. Conquistar todos os achievements do jogo, especialmente os relacionados às dificuldades mais altas, proporciona uma certa rejogabilidade. A sensação de realizar esses desafios é recompensadora, com sistema de notas em cada capítulo, mas esteja preparado: a maior dificuldade (AKUMU) exige estratégia e muuuuuita paciência. Vale lembrar que essa dificuldade dá ares novos para o jogo pois você encontra uma leve variação na gameplay, trazendo inimigos mais fortes logo no começo do jogo, o que torna a rejogalibilidade um pouco mais interessante.
Além disso, o sistema de upgrades e a busca por itens espalhados pelos mapas ajudam a estender a experiência.

Áudio e Visual
A trilha sonora merece destaque.
Não tem como não citar, principalmente, a trilha sonora memorável em todas as áreas de save/upgrade, algo que se mostrou marcante também em jogos como Resident Evil. Os cenários são detalhadamente desenhados, criando ambientes sufocantes, sinistros, curiosos e perturbadores. O design dos inimigos também é muito interessante, com criaturas grotescas que parecem ter saído de um pesadelo. (The Keeper my beloved)

Conclusão
The Evil Within não é um jogo perfeito, mas oferece uma experiência envolvente para quem busca um bom survival horror. Apesar das limitações na jogabilidade, variedade de armas e etc, o jogo brilha em sua ambientação, enredo e no design de inimigos. Se você é fã do gênero, The Evil Within é altamente recomendado, eu diria que praticamente obrigatório ter essa experiência, especialmente se estiver buscando um jogo de terror com ótima história, trilha sonora, referências clássicas ao gênero e principalmente grandes desafios no que diz respeito aos maiores níveis de dificuldade que o jogo oferece.
Posted 15 October, 2024.
Was this review helpful? Yes No Funny Award
11 people found this review helpful
30.8 hrs on record
Remember Me é um daqueles jogos que passou despercebido por muitos, mas que merece uma atenção especial, pois traz uma combinação de ideias inovadoras, uma trilha sonora impecável e uma narrativa que surpreende. Embora não seja perfeito, o jogo oferece uma experiência única, especialmente em um cenário onde a memória é manipulada e o conceito de identidade é explorado.

Enredo
No papel de Nilin, uma ex-caçadora de memórias em uma Paris futurista conhecida como Neo-Paris, você se depara com um enredo intrigante e muito bem construído. O jogo explora temas como a manipulação da memória, questões de controle social e identidade pessoal. A narrativa, sem dúvida, é um dos pontos mais fortes de Remember Me, oferecendo reviravoltas interessantes e reflexões profundas sobre o impacto que a perda de memórias pode ter em uma sociedade.

A história me cativou principalmente pelo modo como ela aborda as implicações emocionais e morais de mexer com as memórias das pessoas. Embora existam alguns clichês de ficção científica, o jogo faz um ótimo trabalho ao manter a trama envolvente do início ao fim.

Gameplay
A jogabilidade de Remember Me é outro ponto que se destaca. O combate é fluido, com um sistema de combos que permite ao jogador personalizar os ataques de Nilin, algo que oferece certa liberdade e estratégia. No entanto, embora essa mecânica seja interessante, ela pode se tornar repetitiva em certo ponto. A necessidade de configurar combos antes do combate é algo que inicialmente pode impressionar, mas pode se tornar um pouco cansativo com o tempo.

O grande destaque do jogo, porém, é o tão falado Remix de Memória, que foi muito hypado antes do lançamento. A ideia de manipular as memórias das pessoas para alterar eventos passados foi vendida como uma mecânica revolucionária, mas, na prática, essas seções são muito mais escassas do que o esperado e, infelizmente, acabam sendo extremamente lineares. Embora sejam visualmente impressionantes e tragam um conceito interessante, a falta de liberdade real e a previsibilidade dos resultados limitam o impacto dessas partes do jogo. O potencial era enorme, mas a execução deixa a desejar, o que é uma pena, considerando o quanto isso poderia ter adicionado à experiência geral.

Combate
O sistema de combate em Remember Me é bastante satisfatório, com golpes e combos que podem ser personalizados para se adaptar ao seu estilo de jogo. O conceito de "Pressens" é interessante, pois permite que você crie combos que regeneram vida ou causam mais dano, dependendo da necessidade. No entanto, ao longo do jogo, essa mecânica não evolui muito, o que pode deixar as lutas um pouco previsíveis.

Além disso, os inimigos não são tão variados, o que faz com que os confrontos percam parte do impacto ao longo da campanha. Por outro lado, a barra de energia e o uso estratégico dos golpes especiais mantêm o combate dinâmico, mesmo que não seja revolucionário.

Trilha Sonora
A trilha sonora de Remember Me é absolutamente fantástica. Ela complementa o ambiente de Neo-Paris de maneira brilhante, misturando sons eletrônicos com tons orquestrais que se ajustam perfeitamente ao mundo futurista do jogo. As composições são memoráveis, e muitas vezes me vi mais imersa nas missões por causa da trilha sonora. Em um jogo onde a atmosfera é uma parte essencial da experiência, a música desempenha um papel crucial para criar a sensação de imersão.

Conclusão
Remember Me é um jogo que foi subestimado em seu lançamento, mas que merece mais reconhecimento pela sua história profunda e uma trilha sonora marcante. No entanto, o hype em torno das seções de Remix de Memória não é completamente justificado, dado o quanto elas são limitadas e lineares. Embora tenha alguns problemas com repetitividade e limitações no combate, a originalidade do conceito e o charme visual de Neo-Paris compensam esses defeitos. Se você busca uma experiência diferente e envolvente, Remember Me é um título que vale a pena conferir, especialmente nas promoções.
Posted 7 October, 2024.
Was this review helpful? Yes No Funny Award
6 people found this review helpful
0.0 hrs on record
Meu killer favorito. Tem personalidade, posso dar tbag, posso dar jumpscare, tem o melhor mori do jogo e os survs podem posar junto pra foto

⠄⠄⠄⡠⢄⣒⣠⣤⣔⣒⠠⢀⠄⢀⠠⠐⠂⠉⠉⠁⠄⣒⡀⢄⠄⠄⠄
⠄⡠⣪⣾⣿⣿⣿⣿⣿⣿⣿⣶⣕⠁⠄⣀⣤⣤⣄⡀⠄⠈⢻⣷⣌⢂⠄
⠰⣰⣿⣿⣿⣿⣿⣿⣿⣿⣿⣿⠃⢀⣼⣿⣿⣿⣿⣿⣆⠄⠄⢿⣿⣧⢂
⡇⣿⣿⣿⣿⣿⣿⣿⣿⣿⡿⠃⢠⠞⠉⠁⣰⡟⠉⣿⣿⠄⠄⢸⣿⣿⢸
⢃⠻⠛⠛⢉⠡⠄⠁⠄⠄⠄⠄⠸⣷⣶⡾⠿⣇⠄⠘⣿⠄⠄⣾⣿⡿⠸
⠈⢄⠄⠄⠕⠂⠄⠨⠅⠄⠄⠄⠄⢸⡿⠶⢶⣿⣿⡾⠋⠄⠄⠈⠙⠣⠃
⠄⠈⠢⡀⠄⠄⠉⠄⠐⠂⠄⠄⡄⡿⠄⠄⢨⣿⠏⢠⠄⠄⠄⠄⠔⠁⠄
⠄⠄⠄⠈⠢⡀⠄⠄⠄⢀⡀⠄⡇⡄⠄⢠⠞⠁⡰⠁⠄⢀⠔⠁⠄⠄⠄
⠄⠄⠄⠄⠄⠈⠐⢄⠈⢿⣯⢆⠇⠁⢀⠂⢀⡞⠄⡠⠐⠁⠄⠄⠄⠄⠄
⠄⠄⠄⠄⠄⠄⠄⠄⠑⢌⢻⣯⠄⠉⠁⠄⠜⡠⠊⠄⠄⠄⠄⠄⠄⠄⠄
⠄⠄⠄⠄⠄⠄⠄⠄⠄⠄⠣⡹⣯⣆⠄⡠⠊⠄⠄⠄⠄⠄⠄⠄⠄⠄⠄
⠄⠄⠄⠄⠄⠄⠄⠄⠄⠄⠄⠄⠪⣛⠧⠑⠄⠄⠄⠄⠄⠄⠄⠄⠄⠄⠄

Não é o killer mais forte, não tem as melhores perks, mas tem meu coração 🖤🔪
Posted 15 November, 2023.
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1 person found this review funny
11.0 hrs on record
( ͡° ͜ʖ ͡°)
Posted 22 November, 2022.
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4 people found this review helpful
2.0 hrs on record
A Mortician's Tale é um simulador funerário que visa abrir margem para conversas sobre a morte. Os jogos sempre usaram a morte como punição, e esse jogo quer trazer uma proposta diferente.

A maioria dos jogos estão cheios de morte, mas apenas como uma leitura superficial de um conceito muito mais profundo. A morte nos jogos é um castigo, um bloqueio, uma oportunidade. Não é como um fim real. É mecânico e nunca filosófico. O jogo se propõe a entender a morte em seu real peso e complexidade. O objetivo principal do jogo está em desestigmatizar a morte, referindo-se à ela como uma coisa natural sobre a qual não há problema em se pensar e discutir a respeito.

O jogo também traz as realidades da "indústria da morte" para se manter. Uma das principais tramas do jogo ocorre com troca de emails, onde envolve um serviço funerário corporativo impondo suas estruturas e ideologias a uma pequena casa funerária familiar. Você é forçado a considerar a possibilidade de ir contra os desejos de uma pessoa morta, de tentar vender pacotes funerários desnecessários para uma família enlutada ignorando o que seria melhor para eles. Isso torna o trabalho que você faz ainda mais pessoal, pois você vê como as pessoas são exploradas e aproveitadas neste momento incrivelmente vulnerável.

No geral, este é um jogo indie point and click, relativamente curto mas com uma proposta e estética interessante. Recomendo muito a experiência!
Posted 11 March, 2022.
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5 people found this review helpful
1 person found this review funny
11.3 hrs on record
O que diferencia esse game de outros é o fato de que ele só pode ser jogado com a ajuda de outra pessoa, seja online ou local. Para progredir, vocês precisam conversar, interagir e concordar sobre o caminho a seguir, o que nem sempre é um processo fácil.

Esse relacionamento que você desenvolve com seu amigo é transferido para os protagonistas Leo e Vincent, que se veem unidos pelo desejo de vingança. Enquanto o primeiro foi traído por seu parceiro, o segundo se viu incriminado pela morte de seu próprio irmão pelo mesmo homem, e nem mesmo as barras da prisão vão conseguir impedir que os protagonistas alcancem seus objetivos.

Há uma grande variedade de cenários, de atividades e mecânicas. Há também mini games e interações opcionais para você se divertir com o seu amigo. O enredo não é nada inovador pra quem consome jogos e filmes com a mesma temática, mas você com certeza perceberá que o jogo muitas vezes se parece com um filme, seja pela forma como a história se apresenta, ou seja pelos diálogos e ângulos de câmera.
Os gráficos não são o forte do jogo, então se você considera isso um problema, provavelmente esse jogo não é pra você.

A Way Out é de longe um dos jogos mais divertidos dos últimos tempos. Com uma proposta ousada que funcionou perfeitamente, ele revive o coop de tela dividida. Super recomendado pra passar o tempo com algum amigo!
Posted 11 March, 2022.
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45 people found this review helpful
2
15.4 hrs on record (15.3 hrs at review time)
Escrever uma análise sobre Journey é uma tarefa no mínimo interessante, levando em consideração que se formos analisar como qualquer outro jogo, é apenas um desserviço à produtora. Não se trata de gráficos, texturas, dificuldade ou quantos inimigos você pode derrotar, pois no fim de tudo, Journey não é apenas um jogo.

Journey é uma experiência pessoal e quase que espiritual. Quando iniciamos o jogo, nos encontramos em um vasto deserto e logo vemos uma montanha contendo uma luz brilhante ao alto do seu cume. Instintivamente percebemos que é nosso objetivo, embora não saibamos a razão de ir até lá. Isso faz parte da sua narrativa singular, não há nenhuma forma de comunicação durante o jogo, seja por textos, falas dos personagens ou narradores.

Por onde andamos, encontramos ruínas de uma civilização que um dia esteve por aquelas terras antes das areias tomarem conta de tudo. Conforme avançamos, encontramos murais que tentam nos dar pistas do que aconteceu e por que o personagem está sob aquela provação. Caso esteja jogando online, poderá encontrar outros jogadores, porém a única maneira de nos comunicar, é uma simples nota musical que o personagem emite.

A ambientação é de desolamento, com poucos seres e bastante silêncio que em alguns momentos é quebrado pela belíssima trilha sonora. Esse tipo de cenário vasto com construções enormes e pouca vida nos faz lembrar de Shadow of the Collossus, sendo talvez esta uma das poucas analogias possíveis. O clima e as paisagens também mudam bastante no decorrer da aventura. Vemos desertos, subterrâneos e até mesmo neve, cada um cumprindo o seu propósito.

Journey não é um jogo para todos, e com isso não me refiro a ter muita habilidade ou bom gosto. Journey é uma experiência em que o jogador deve ter a sensibilidade de se permitir tentar algo novo, diferente daquilo que já jogou e que acredita ser o padrão de qualidade em um game. Caso seja capaz disso, você vai se perceber pensando na sua vida, relacionamentos e problemas cotidianos enquanto joga. Journey é um jogo atemporal.

Conclusão: Journey tem belos gráficos, experiência de jogo original, trilha sonora de altíssima qualidade e jogabilidade simples. O fator replay se deve às conquistas, coletáveis, busca de murais para ver novos fragmentos da história ou até mesmo para reviver tudo e talvez encontrar mais viajantes para interagir no seu caminho. Altamente recomendado!
Posted 8 March, 2022.
Was this review helpful? Yes No Funny Award
11 people found this review helpful
1
33.1 hrs on record
Nesse game, controlamos Charles Reed, um investigador particular que por algum tipo de motivação misteriosa foi atraído para a cidade inundada de Oakmont, costa leste dos Estados Unidos.

Em algum momento do passado, Oakmont sofreu com um evento extraordinário que ocasionou em a cidade ficar semisubmersa e completamente isolada de outros locais. Seu dinheiro não vale absolutamente nada aqui. Devido à crise e ao isolamento, os cidadãos trocam informações e serviços por munições, comida e outros artigos.

O contexto social de Oakmont é muito promissor, preconceitos diversos da década de 20 serão retratados e discutidos através da história, como o fato de que homens e criaturas agora convivem entre si na superfície. O mais curioso é a reinterpretação das ideias de Lovecraft, um homem notoriamente racista e xenófobo.

A gameplay é algo que inicialmente promete muito, mas que logo se mostra muito repetitiva dentro da proposta. Os primeiros minutos de gameplay já mostram o que o jogo será nas próximas 15 a 20 horas.

A gameplay

A melhor coisa que jogo oferece, não surpreendentemente, é a investigação dos crimes de Oakmont, especialmente quando jogadas no modo de dificuldade Detetive, onde os locais de interesse são marcados no mapa pelo próprio jogador a partir das informações que encontra, o que é bem legal e te coloca no papel de detetive.

Mecânicas como o Palácio da Mente, com suas teias de pistas e deduções, a análise de objetos nas cenas dos crimes, e pesquisas através de bibliotecas, arquivos de delegacia e jornais, estabelecendo critérios de busca tornam as investigações ainda mais interessantes. Felizmente todos os textos do jogo são localizados em Português Brasileiro, o que é muito importante em jogos como esse, onde há muita leitura.

Infelizmente, apenas casos principais usam a mecânica do Palácio da Mente, onde possuem ao menos duas conclusões possíveis. Há um pouco daquela sensação de responsabilidade de títulos similares como L.A. Noire, especialmente se considerarmos as temáticas sociais e raciais ao fundo. Porém, justamente se tratando de uma trama cósmica, as escolhas aparentam insignificantes, a não ser pelos itens ganhos, conquistas e algumas skins para o detetive.

As muito esperadas explorações em baixo d'água logo deixam a desejar. Na primeira vez em que você submerge, pode até se ver perturbado pelas águas misteriosas e os tentáculos enormes que surgem em meio a escuridão, mas não demora muito a perceber que se tratam apenas de fases de corredores lineares com alguns obstáculos (correntes de ar quente e enguias, que podem ser atordoadas com um arpão e sinalizadores que não possuem nenhum uso prático no jogo inteiro.).
É até engraçado dizer que as partes submersas são as mais decepcionantes, é extremamente chato, você anda extremamente lento e prende em tudo. Não há nada para se ver abaixo d'água, nem monstros, nem o cenário. É apenas uma parte extremamente desnecessária entre um loading e outro.

A princípio, a administração de recursos é o que mais teria efeito sobre gameplay, mantendo o jogador atento à escassez de munição que possui. Mas até isso decepciona. Estabelecida na trama como moeda de troca local, a munição literalmente, será usada uma única vez em transações, já que não há mercadores nem nada do tipo para se comprar como no caso do Metro 2033.

O combate

Apesar da decepção com o sistema de escolhas, cujo os impactos das suas decisões se limitam praticamente a cutscenes pré-renderizadas, devo dizer que ela até agrada se comparada ao pior aspecto de The Sinking City: o combate.

A proposta de um mundo aberto com essa ambientação e a inclusão de uma barra de sanidade que afetam efeitos na tela e a forma como o protagonista se comportam é ambiciosa, mas o combate contra os monstros é completamente desnecessário e mal pensadas para o mundo aberto. Monstros só aparecem em áreas pré determinadas e despawnam caso você se afaste muito. Cidadãos parecem não ter reação alguma ao ver um monstro passar ao seu lado. Policiais nas ruas vão atirar em você no meio do seu combate com monstros, sem falar do péssimo desempenho em algumas lutas simples, onde o jogo fica extremamente travado, levando até a crashes.

Não posso esquecer de citar também a pouca variedade de inimigos, 3 ou 4 tipos de monstros ao longo de horas de gameplay, seja em missões principais, secundárias ou apenas andando pelo mapa.

A árvore de habilidades do game, desbloqueada pouco a pouco com XP ganhos no final de cada caso não é nem um pouco interessante. A variedade de armas no jogo é muito boa, porém pouco viável, dada a escassez de recursos para criar munições para armas mais potentes, que são só liberadas do meio para o final do jogo.

O sistema de crafting de munições, explosivos e armadilhas é simplesmente ridículo. Você constantemente terá que parar no meio de combates para fabricar munições no menu do jogo, não há atalhos para trocar de armas e usar medicamentos de cura e sanidade é desnecessariamente demorado.

A trama

Baseado nos contos e universo de H.P. Lovecraft, o jogo se mantêm no clichê do detetive resolvendo casos em um lugar misterioso, o que definitivamente não é um problema se bem executado.

A trama principal é interessante, mas é apenas isso. Você vai encontrar um plot twist ou outro, vai se surpreender as vezes, mas no geral tudo é bem clichê e grande parte do desenrolar das coisas você já vai esperar.

A trama também trás consigo o debate sobre o racismo e outras questões do gênero, o que é muito importante.

Conclusão:

The Sinking City é um jogo muito ambicioso, que trás um universo muito interessante, que há uma infinidade de possibilidades pra se trabalhar mas fica apenas na promessa mesmo.

O jogo tem um conceito muito legal, principalmente no que diz respeito às investigações e como progredir no jogo, o que é a parte mais divertida de jogá-lo e "entrar no personagem", porém isso tudo infelizmente esbarra em muitos problemas técnicos. Pouca variabilidade de inimigos, personagens são ridiculamente reutilizados apenas com roupas e cabelos diferentes, mesmo em missões principais e importantes, e principalmente o ponto mais decepcionante: a exploração do mundo aberto não é interessante, não é recompensadora e não há nada curioso para se ver no mapa, pelo contrário, cenários inteiros são reutilizados descaradamente a todo momento, estruturas internas de prédios e casas são completamente iguais, te fazendo várias vezes pensar que você está passando mais uma vez pelo mesmo lugar, etc.

O que carrega esse jogo nas costas, e é motivo de eu recomendar o mesmo, é o sistema de investigação e o universo em que o jogo é ambientado, já que infelizmente carecemos de jogos deste universo cósmico. O jogo definitivamente não vale o preço full, se você tem interesse em jogar, espere pra comprar na promoção.
Posted 29 January, 2022. Last edited 29 January, 2022.
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7 people found this review helpful
1
33.8 hrs on record
Alan Wake é um famoso escritor de drama e terror que está enfrentando um bloqueio criativo e não consegue escrever o seu próximo livro. Na busca de ajudar o seu marido, Alice decide levar Alan para a pequena cidade de Bright Falls, na esperança de que na tranquilidade ele consiga buscar inspiração para finalizar a sua obra. Eventos paranormais tomam conta da trama, quando sua esposa é raptada pela escuridão e você deve buscar entender o que está acontecendo e como enfrentar tudo isso.

Prós:
  • História digna de um livro;
  • Personagens bem trabalhados;
  • Atmosfera envolvente;
  • Cenários belíssimos;
  • Gráficos bonitos;
  • Combate simples e agradável;
  • Ambientação e trilhas sonoras;
  • Possui conquistas;

Contras:
  • O jogo remove todos seus itens o tempo inteiro, por mais que você recupere de novo facilmente, é inútil poupar munição e baterias;
  • O final é muito bom, porém isso se trata da cutscene e do enredo, a luta final em si é super fraca;
  • Pouca variedade de cenários e inimigos.

No geral, Alan Wake é um excelente jogo de suspense, com uma ótima história, uma gameplay agradável e divertida, mas não se engane pois a maior parte do jogo é ação e não terror como você pode ter a impressão. A história principal é dividida em seis capítulos e o jogo é extremamente linear, o que nem chega a ser um ponto negativo dado que o foco principal é a história. Os gráficos são bonitos e a atmosfera é bem construída, o que gera lindos cenários, principalmente no que se diz respeito a áreas florestais. Com certeza recomendo a qualquer um que ainda esteja na dúvida se vale a pena jogar!
Posted 16 January, 2022. Last edited 16 January, 2022.
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Showing 1-10 of 49 entries