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SINOPSE: No continente de Glenwood, existem dois reinos em constante luta pela supremacia, o Reino de Hyland e o de Rolance. Em Glenwood existem diversas crenças religiosas, mas um aspecto em comum entre todas é a crença na existência dos Serafins, seres invisíveis aos olhos humanos, detentores de poderes ligados aos elementos da natureza. Porém, de tempos em tempos, surge um humano com a habilidade de se ver, se comunicar e emprestar os poderes dos Serafins, estes humanos são chamados de Pastores.
A história começa com Sorey e Mickleo a explorando ruínas e descobrindo um templo dedicado aos antigos heróis deste mundo. Dentro deste encontram também Alisha, uma humana que está desmaiada no meio dessas ruínas que no começo mal nos revela seu nome ou oque está acontecendo, com o intuito de deixa-lá descansar Sorey a leva a sua vila para que possa estar totalmente descansada e pronta para voltar ao reino, aos poucos Alisha acaba contando a Sorey oque está acontecendo com seu reino e histórias antigas na qual deixa Sorey sem muitas palavras. Quando Alisha parte, Sorey e Mickleo acabam ouvindo que dois outros Serafins foram a floresta e não retornaram ainda, ao chegarem lá encontram um desses serafins sendo devorado por um suposto Infernal, no qual eles acabam enfrentando. O Infernal acaba recuando dizendo que eles não seriam o prato principal, deixando claro que ele estava atrás de Alisha, com o intuito de salva-lá de um inimigo inesperado, os dois partem para o reino dos humanos.

IMERSÃO: Zestiria não reinventa a formula consagrada dos JRPGs, o clichê de “garoto do campo que descobre ser o salvador do mundo” já foi usado e abusado em diversos títulos de diversas franquias, por diversas produtoras tanto em jogos ou animes. Mas, apesar do clichê, o jogo entrega uma história sólida, capaz de estimular o jogador a saber o que acontece no final da aventura. Mas o grande brilho do título, assim como em qualquer outro da série, são as diferentes personalidades dos personagens e a interação entre os mesmos, algo que veremos mais afundo no próximo tópico. Além disso, o design dos personagens, ambientes e monstros refletem o mundo fantástico-medieval de Zestiria, sem perder elementos de anime, marca registrada da série. O grande destaque do jogo são as interações entre os diversos personagens que, apesar de ainda apresentarem alguns clichês de produções japonesas, tem personalidade marcantes e diversificadas, que rendem linhas e mais linhas de dialogo que variam do cômico ao melancólico. A histórias particulares e motivações de cada personagem são, no geral, mais interessantes que a história principal do jogo, o que faz com que o jogador perca horas procurando por pontos de interesse nos cenários que desencadeiam skits (Momentos de dialogo direto entre os personagens) o grande trunfo da série na minha opinião, as animações apresentadas ao longo da história do jogo, mas somente nas skits é que podemos conhecer de verdade os personagens pois são nelas onde eles mostram sentimentos com base no momento em que a história do jogo se passa ou até mesmo a ação na qual o jogador tomou.

JOGABILIDADE: O jogo tem elemento principal há ação na qual o jogador é desafiado a criar combos efetivos, com umas lista de movimentos que cresce conforme o personagem evolui. Cada golpe tem sua funcionalidade e efetividade ligadas ao elemento (fogo, água, vento, terra, etc.) do ataque e seus efeitos sobre os inimigos seja por sua fraqueza ao elemento ou pelas propriedades do ataque (atordoar, paralizar, etc.). Os ataques são chamados de Ars e são divididos em três categorias, Ars Marciais, Ars Ocultas e Ars Seraficas. Há ainda as Ars Místicas que são ataques especiais com animações especiais e efeitos devastadores. A marca registrada do sistema de combate de Zestiria fica por conta das Armatizações. Com a evolução do poder do Pastor, Sorey desperta a habilidade de se fundir aos Serafins e se tornar um ser muito mais poderoso e com acesso a golpes elementais devastadores, inclusive Ars Místicas. A Armatização nem sempre é a solução para a batalha, mas pode ser ultima esperança em evitar a morte do personagem. No modo armatizado, as estatísticas dos personagens são somadas, aumentando consideravelmente a força, velocidade, defesa e pontos de vida.

A história de Sorey é interessante o suficiente para agarrar o jogador de tal forma, que faz com que nem reparemos que esta é apenas uma pequena parte da grande história que Zestiria tem a nos proporcionar. Entre animações geniais e um sistema de batalha riquíssimo e dinâmico onde este jogo não desapontará os jogadores que se dispõem a acompanhá-lo.
Posted 4 July, 2020. Last edited 27 November, 2024.
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Explorar masmorras e invadir túmulos têm sido ideias já exploradas à décadas, mas Darkest Dungeon consegue ser inovador e trazer ideias novas. Darkest Dungeon, em primeiro lugar, é um jogo sobre gestão e decisões difíceis. o jogador tem que escolher um grupo de quatro personagens com cuidado e certificar-se que carregara itens suficientes para durar toda a viagem, mesmo que isso signifique que o jogador não pode carregar tantos espólios. O jogador tem que entender intimamente cada uma das áreas, com os inimigos que o jogador vai lutar e os obstáculos que vai encontrar, e se preparar de acordo. Conhecer o ambiente e os inimigos é essencial para ter sucesso porque algumas habilidades e itens são completamente inúteis contra certos inimigos.
Em termos de combate, Darkest Dungeon é um RPG por turnos, com ordem de turno determinada pela velocidade do personagem. Aliados e inimigos estão alinhados num campo 2D e o posicionamento é muito importante. As habilidades de combate à distância e corpo a corpo só podem ser usadas a partir de certas posições, e o seu posicionamento pode ser realmente a diferença entre a vida e a morte. Além disso, quando a maioria dos inimigos são mortos, eles deixam para trás cadáveres, que nada mais são do que obstáculos no caminho de outros inimigos. Eles precisam ser limpos ou os personagens corpo-a-corpo não conseguem alcançar os inimigos mais distantes, oque acaba gerando grandes transtornos ou até mesmo o fim de uma boa run. As batalhas podem ser complicadas, mas, como elas são baseadas em turnos, o jogador pode levar o tempo que precisar para descobrir o seu próximo movimento. É importante tomar nota das habilidades que o jogador tem à sua disposição, bem como a probabilidade de o jogador matar um inimigo rapidamente, o que acaba por ser a melhor defesa possível. Um inimigo que não tem tempo de atacar não pode infligir dano. O jogador também tem que ter cuidado para gerir Hamlet, o centro geral do jogo. Em Hamlet, o jogador pode pegar novos cadáveres , curar os seus heróis, melhorar equipamentos e habilidades e outras opções mais ou menos expectáveis. Para aproveitar totalmente Hamlet, o jogador precisa melhorar os locais disponíveis com heranças. As heranças são recebidas como recompensas de missões e nas próprias masmorras, e são tanto ou mais importantes que o ouro.
Darkest Dungeon não é de todo um jogo fácil, tem aliás uma aprendizado inicial difícil, que pode ser frustrante às vezes. Enquanto o jogador experimenta novas áreas, o jogador irá sem duvida falhar missões, e terá personagens permanentemente mortos. Darkest Dungeon não tem medo de punir o jogador por falta de conhecimento, mesmo no modo Radiant que é recomendado para jogadores iniciantes. Embora existam alguns tutoriais disponíveis, o jogador terá que descobrir os meandros das masmorras por conta própria. Mas apesar de Darkest Dungeon é geralmente difícil, mas justo, alguns testes infelizes do RNG podem arruinar até mesmo as runs mais bem preparadas, especialmente quando o inimigo consegue uma série de ataques críticos ou nós falhamos uma série de ataques.

Apesar da dificuldade e da frustração ocasional, Darkest Dungeon é viciante e consegue manter o jogador interessado durante horas e horas. Apesar de por vezes nos obrigar a levantar e apanhar ar para não quebrar nada, a qualidade das suas mecânicas e a forma como é quase sempre justo torna-o realmente bom e uma referência no gênero.
Posted 29 December, 2019. Last edited 5 May, 2020.
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